Operação conjunta entre Polícia Civil, Sefaz e Prefeitura interdita loja de calçados no Centro de Feira de Santana; Saiba motivo
Por Luiz Santos e Hely Beltrão
Uma loja de calçados localizada no final da Avenida Getúlio Vargas, no Centro de Feira de Santana, que tinha inauguração prevista para o próximo sábado (6), foi interditada pela Polícia Civil, agentes da Sefaz (Secretaria Estadual da Fazenda) e da Prefeitura de Feira.
De acordo com o diretor Regional Leste de Polícia Civil, o delegado Yves Correia, foi recebida uma denúncia de que a loja estaria vendendo produtos falsificados, o que ensejou a operação conjunta com a Sefaz. Ainda segundo o delegado, o local também não possuía alvará de funcionamento da Prefeitura, o que culminou na interdição do local.

“Recebemos uma denúncia de que esta loja estaria comercializando produtos falsificados, por isso, equipes da Polícia Civil, juntamente com a SEFAZ e representantes das marcas originais, vieram ao local e constataram que praticamente toda a loja trabalha com produtos com indícios de falsificação, razão pela qual realizamos a apreensão de diversos produtos para serem verificados pela perícia, para confirmar a materialização do fato. Há indícios também de crime contra a ordem tributária, lavagem de capitais, entre outros delitos que estão sendo apurados. Órgãos da Prefeitura de Feira também estiveram presentes, após identificarmos que a empresa não possui alvará de funcionamento e por isso o local está sendo lacrado a fim de que não haja a inauguração que estava prevista para o próximo sábado (6)”.

O fiscal da Sefaz, Eliezer Oliveira Santos não soube precisar no momento da reportagem o valor exato do prejuízo aos cofres públicos, mas segundo cálculos feitos com base no que tinha sido visto até o momento da entrevista, o valor chegaria em R$ 400 mil reais.
“Estamos participando desta operação junto com a Polícia Civil,a princípio identificamos muitas mercadorias estrangeiras, mercadorias que não pagam imposto, que faz concorrência desleal, prejudica outros comerciantes legalmente instalados no município. Percebemos que estas mercadorias além de importadas, são falsificadas, o que é um grande problema, pois as marcas investem no desenvolvimento do seu produto, enfrentam concorrência desleal, por que o valor é muito mais barato. Estimamos um valor de R$ 2 milhões de reais em mercadorias, com alíquota estadual de 20,5%, gera um prejuízo para o estado de aproximadamente R$ 400 mil reais”.




