
Professores da rede particular de ensino da Bahia decidiram manter o estado de greve da categoria após assembleia realizada durante as mobilizações da campanha salarial de 2026. Apesar da manutenção do movimento de alerta, os docentes descartaram, neste momento, a deflagração de uma greve. A assembleia foi convocada pelo Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro-BA), e ocorreu de forma híbrida, com participação presencial e virtual de profissionais da Educação Básica da rede privada. O encontro integrou as ações da data-base da categoria e aconteceu durante a paralisação das atividades, aprovada em assembleia anterior, realizada no dia 9 de junho.
Segundo representantes dos professores, a decisão de manter o estado de greve tem como objetivo preservar a mobilização da categoria enquanto continuam as negociações com o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado da Bahia (Sinepe-BA), entidade que representa as instituições de ensino privadas.
Durante a assembleia, os docentes avaliaram o andamento das discussões da campanha salarial e optaram por não iniciar uma greve neste momento. O entendimento predominante foi de que as tratativas com o setor patronal ainda devem prosseguir antes da adoção de medidas mais rigorosas.
Os participantes também aprovaram a realização de uma nova assembleia após o recesso escolar. Na ocasião, a categoria voltará a analisar o cenário das negociações e poderá deliberar sobre novos encaminhamentos do movimento.
De acordo com o Sinpro-BA, a assembleia registrou participação superior à observada, no encontro anterior, tanto no formato presencial quanto no virtual, demonstrando o engajamento dos profissionais nas discussões sobre as reivindicações da campanha salarial.
A pauta de negociações entre professores e representantes das instituições de ensino privadas segue em andamento, sem definição de greve até o momento.