
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve voltar a protagonizar um momento polêmico na final da Copa do Mundo de 2026. A FIFA não pretende impedir que ele participe diretamente da entrega do troféu ao time campeão e até permaneça ao lado dos jogadores durante a tradicional celebração no palco.
A expectativa é que Trump entregue pessoalmente a taça ao capitão da seleção vencedora e tenha liberdade para decidir se permanecerá junto à equipe durante o momento mais simbólico do torneio: a erguição do troféu.
A possibilidade repete o que aconteceu na final do Mundial de Clubes do ano passado, quando Trump permaneceu ao lado do capitão do Chelsea, Reece James, durante a comemoração do título. A cena chamou atenção mundial e gerou críticas por romper um protocolo historicamente seguido pela FIFA.
Normalmente, a taça permanece exposta em um pedestal e é levada ao palco por integrantes da equipe campeã, enquanto autoridades e dirigentes se retiram para dar protagonismo aos atletas. Desta vez, porém, fontes indicam que a entidade deixará a decisão inteiramente nas mãos do presidente norte-americano.
Integrantes da Casa Branca acreditam que Trump optará novamente por participar da celebração junto aos jogadores. O presidente não esteve presente na vitória da seleção dos Estados Unidos sobre o Paraguai na estreia do Mundial por questões de agenda, mas já confirmou presença na final marcada para 19 de julho, no MetLife Stadium.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, concedeu ao líder norte-americano ampla liberdade para conduzir a cerimônia de entrega da taça da maneira que considerar adequada.
Copa cercada por controvérsias
A Copa do Mundo de 2026 tem sido marcada por uma série de polêmicas fora das quatro linhas. Entre as principais críticas estão os altos preços de ingressos e alimentos nos estádios, além das reclamações sobre o aumento no número de seleções participantes.
Outro episódio que gerou repercussão internacional foi a proibição da entrada nos Estados Unidos do árbitro somali Omar Artan. A decisão provocou críticas de entidades e torcedores ao redor do mundo.
Andrew Giuliani, diretor-executivo da força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, defendeu a medida e afirmou que o árbitro teria mantido contato recente com pessoas consideradas perigosas pelas autoridades americanas.
Questionado sobre possíveis ligações de Artan com atividades terroristas, Giuliani evitou confirmar a acusação diretamente, mas reiterou que apoia integralmente a decisão da agência de fronteira dos Estados Unidos de barrar sua entrada no país.
O caso ampliou as críticas à condução do torneio pelo governo norte-americano e acrescentou mais um capítulo às controvérsias que cercam a primeira Copa do Mundo realizada simultaneamente por Estados Unidos, Canadá e México.