
Omar Artan, árbitro somali escalado para a Copa do Mundo que foi barrado de entrar nos Estados Unidos, se manifestou após ser cortado da lista da Fifa para o Mundial.
Em comunicado enviado à Reuters, o árbitro disse que já pensa nas próximas competições. Ele também agradeceu as mensagens de apoio recebidas nos últimos dias.
"Gostaria de agradecer à Fifa e à CAF (Confederação de Futebol Africana) por todo o apoio e prometo manter meus padrões de arbitragem enquanto me concentro no futuro. Quero agradecer à família do futebol pelas mensagens e desejar aos meus colegas todo o sucesso durante a Copa do Mundo e espero me juntar a eles novamente em futuras competições.Omar Artan, árbitro somali
Esta seria a primeira participação de Omar Artan em uma Copa do Mundo. O árbitro também seria o primeiro representante da Somália a apitar uma partida do Mundial.
Omar Artan foi eleito em 2025 o melhor árbitro de futebol masculino pela CAF. Na temporada 2024/25, ele apitou a final da Liga dos Campeões do continente, entre Pyramids (EGI) e Mamelodi Sundowns (AFS).
As autoridades de migração dos EUA não especificaram o motivo para impedir a entrada de Omar no país. Ele foi impedido de entrar no país após chegar pelo Aeroporto Internacional de Miami, e teve que pegar um voo para a Turquia.
Em nota, a Fifa confirmou a ausência do árbitro na Copa. A entidade ainda disse que "não está envolvida nos processos de imigração do país anfitrião", que determina quem pode ou não entrar no país.
A Somália é um dos países integrantes de uma lista de proibição de viagens aos Estados Unidos, divulgada por Donald Trump em 2025. O governo da Somália afirmou que tentou negociar com os EUA e a Fifa para que o árbitro pudesse entrar no país, porém, não teve sucesso.