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As 75 marcas com nome Bolsonaro que Michelle tentou registrar

O Inpi solicitou que a ex-primeira-dama comprove atuação na exploração comercial desse tipo de produto, que é regulado por norma especial e depende de autorização do Comando do Exército.

Por: Redação Fonte: DCM Notícias
03/06/2026 às 11h01 Atualizada em 03/06/2026 às 11h11
As 75 marcas com nome Bolsonaro que Michelle tentou registrar
Foto: Reprodução

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro é autora de 75 pedidos de registro de marca que levam ou fazem referência ao sobrenome do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo dados do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). A lista inclui variações como “Jair Bolsonaro”, “Michelle Bolsonaro”, “Bolsonaro”, “Bolsomito” e “Bolsonaro Mito”.

Segundo o Globo, os pedidos abrangem uma ampla variedade de produtos, entre eles cosméticos, café, coleiras, alimentos para animais, bananada, facas, bolsas de couro, instrumentos musicais, bebidas alcóolicas, armas de fogo, explosivos, fogos de artifício e munições.

A maior parte dos pedidos foi apresentada por Michelle em 2024. Desde então, alguns registros já foram confirmados, enquanto outros seguem em análise. Em 2026, a ex-primeira-dama obteve a titularidade de marcas como “Jair Bolsonaro” para perfumes e “Michelle Bolsonaro” para artigos de joalheria.

Nem todos os pedidos, porém, avançaram no Inpi. No dia 2 de junho, o órgão indeferiu um registro para produtos como bolsas de couro. Na justificativa, afirmou que Michelle “não exerce atividade lícita e efetiva compatível com os produtos/serviços reivindicados”.

O pedido de registro da marca “Bolsomito” para produtos descritos como “armas de fogo; explosivos; fogos de artifício; munições” também enfrenta obstáculos. O Inpi solicitou que a ex-primeira-dama comprove atuação na exploração comercial desse tipo de produto, que é regulado por norma especial e depende de autorização do Comando do Exército.

O registro de uma marca não significa, necessariamente, interesse imediato na exploração comercial do produto. A iniciativa pode fazer parte de uma estratégia de proteção do nome da família. Em nota divulgada em março, o PL Mulher afirmou que os pedidos foram feitos para “impedir que o nome de Michelle ou de Jair Bolsonaro sejam utilizados para venda de produtos que não condizem com os valores e princípios defendidos por ambos”.

O sobrenome Bolsonaro já é explorado comercialmente desde ao menos 2024. Naquele ano, o maquiador Agustin Fernandez, amigo de Michelle, colocou à venda um perfume batizado com o nome do ex-presidente. O produto aparece atualmente como esgotado.

Também em 2024, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) passou a ser titular da marca de vinhos “Bolsonaro ‘Il Mito'”, que já havia sido registrada por empresários. Em maio, Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente e pré-candidato a deputado federal por São Paulo, registrou a marca “Clube Bolsonaro” para itens de vestuário.

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