
Quem nunca precisou procurar outro restaurante ou mercado porque o vale-alimentação não era aceito? Essa situação, comum para milhões de brasileiros, ajuda a explicar por que o governo decidiu atualizar as regras do setor. As mudanças mais significativas passaram em maio e junho de 2016 que é o período para transição.
O Decreto nº 12.712/2025, que atualiza o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), cria um modelo mais aberto e com maior aceitação em todo o país. O objetivo é dar mais liberdade ao trabalhador e acabar com a dependência de "redes fechadas".
Embora o saldo na conta seja o mesmo, a experiência de uso se transforma. Na prática, o trabalhador deve perceber um maior número de estabelecimentos aceitando o cartão e dar adeus ao problema de a "maquininha não aceitar aquela bandeira". Os usuários terão mais liberdade para escolher a qualidade da comida ou o preço e não precisarão depender apenas da rede credenciada.
Com a abertura dos arranjos de pagamento, os cartões que antes só passavam em maquininhas específicas agora operam com bandeiras (como já ocorre com operadoras flexíveis como Flash, Caju e Swile). Isso permite que o benefício funcione em praticamente qualquer maquininha, desde que o estabelecimento seja do setor de alimentação. "O beneficiário passa a ter mais autonomia para fazer escolhas alimentares, sem depender de uma rede específica. A tendência é de aceitação mais ampla, compatível com a rotina e os diferentes perfis de trabalhadores no Brasil", explica Ademar Bandeira, CFO da Flash.
Depende. Se você já utiliza cartões de benefícios flexíveis que possuem bandeira, pouco muda no seu dia a dia. Já quem utiliza modelos tradicionais de rede fechada pode passar por uma atualização gradual, que pode envolver o envio de um novo cartão ou adaptações tecnológicas feitas pela operadora para se adequar ao novo padrão.
Não. O decreto não altera o valor pago pela empresa ao colaborador. No entanto, há uma expectativa de que o dinheiro "renda mais". Com a limitação das taxas cobradas de restaurantes e mercados, o custo para o comerciante diminui, o que pode resultar em preços mais equilibrados para o consumidor final a longo prazo.
A mudança deve ser ainda mais sentida em cidades menores e regiões remotas. Nesses locais, a rede credenciada costuma ser limitada, obrigando o trabalhador a se deslocar para gastar o saldo. Com a nova regra, pequenos mercados e restaurantes locais passam a aceitar o vale com mais facilidade, garantindo autonomia independentemente da região.
11 de novembro de 2026: Interoperabilidade total, permitindo a ampliação completa da aceitação de todos os cartões de benefícios do mercado.