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Congresso voltado ao fortalecimento e capacitação do agricultor familiar movimenta a economia feirense

Organizado pela FETRAF e Governo do Estado

Hely Beltrão
Por: Hely Beltrão Fonte: Conectado
28/05/2026 às 21h09 Atualizada em 28/05/2026 às 21h25
Congresso voltado ao fortalecimento e capacitação do agricultor familiar movimenta a economia feirense
Foto: Onildo Rodrigues

Por Onildo Rodrigues e Hely Beltrão

Acontece de 27 a 29 de maio, no Centro de Convenções de Feira de Santana, o I Festival Estadual e Feira da Agricultura Familiar (FEFAF) e do VII Congresso da Agricultura Familiar do Estado da Bahia. Nesta quinta (28), o governador Jerônimo Rodrigues (PT) estará no evento para a abertura oficial. O Congresso reunirá nos três dias, familiares, cooperativas, movimentos sociais, instituições e representantes do setor produtivo de diversas regiões da Bahia.

Ao Conectado News, a Secretária Estadual de Desenvolvimento Rural, Elizabeth Costa, ressaltou a importância do evento e da profissionalização do agricultor familiar.

Foto: Onildo Rodrigues

"Estamos em um evento organizado pela FETRAF/BA (Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Brasil) esse congresso reúne agricultores familiares e diversos segmentos ligados ao campo, mulheres, jovens, trabalhadores rurais de diversos municípios da Bahia, trazendo diversos temas ligados ao fortalecimento da agricultura familiar do estado, com capacitação em diversas temáticas, como produção, comercialização, agroindústria, assistência técnica, crédito, uma série de assuntos que estão sendo discutidos nos dois dias de evento. O governador Jerônimo Rodrigues também se fará presente para assinar termos de cooperação com a FETRAF, um desses termos é a construção de cisternas para imóveis do Programa Minha Casa Minha Vida na zona rural, a fim de diminuir a dificuldade com a água de consumo, captando água do telhado para consumo humano dessas famílias. Além disso, estamos assinando um termo de cooperação para ampliação de capacitação pela FETRAF, juntamente com 100 sindicatos de trabalhadores rurais, a fim de ampliar a capacitação, formação e profissionalização das pessoas que trabalham no campo, apoiando também a realização dessa feira da agricultura familiar, onde temos produtos dos 27 territórios de identidade da Bahia, expondo aqui o que foi produzido através da Associação, sindicatos, cooperativas, comercializando no varejo e no atacado, é um evento que agrega a capacitação, formação e organização sindical, o associativismo e cooperativismo, bem como fortalece a comercialização dos 27 territórios da Bahia".

Expositora Nayara Maria dos Santos

Para a expositora Nayara Maria dos Santos, expositora de suculentas e cactos, a feira é uma excelente oportunidade para geração de renda.

Foto: Onildo Rodrigues

"É muito importante para nós produtores e expositores, participar de uma feira como essa, onde também participamos do seminário, pois, movimenta a economia, mostra nossos produtos e tem visibilidade".

Senador Jaques Wagner (PT)

Para o senador Jaques Wagner, a implementação da tecnologia e da profissionalização traz mais dignidade a famíliam do agricultor familiar.

Foto: Onildo Rodrigues

"Na  Bahia mais de 600 mil famílias vivem da agricultura familiar, só que precisamos e estamos fazendo isso desde 2007, de melhorar o nível da produção e da qualidade do plantio, não dá mais, nos dia de hoje, plantar com enxada e ancinho, atualmente na agricultura familiar, as máquinas têm que ser adequadas ao tamanho da propriedade, sementes e orgânico de qualidade, um fertilizante que não faça mal a saúde e não estrague o solo, ou seja, a tecnologia tem que chegar para todos, não somente para os grandes, a comercialização dos produtos também, quando cheguei o pessoal vendia bombonas de cachaça de 50,100 e 200 litros a menos de R$ 1 real o litro, nisso o intermediário engarrafava e colocava um selo, vendendo a R$ 20 reais 700 ml, a mesma coisa com o cacau. Por que não podemos produzir o chocolate, o café, pegar o umbu e fazer uma geléia? Por que senão nos arriscamos, pois a atividade agrícola é de risco, por conta de seca, enchente ou outra praga qualquer e os outros que não correm esse risco perdem esse dinheiro. Se perguntar qual é o melhor chocolate do mundo, vão responder: o belga, francês, o suíço. Existe algum pé de cacau nesses países? Não. Pegam o cacau daqui, processam, fazem o chocolate e vendem muito mais caro e com um maior valor agregado, então, não nego, tenho muito orgulho dessa caminhada. Desde 2007 eu disse, que tínhamos de criar uma linha e ajudar a agricultura familiar a melhorar o seu padrão de produção e melhorar, hoje temos muitas cooperativas que fazem chocolate, floco de milho para cuscuz, queijo, iogurte, entendo que estamos dando dignidade às famílias que querem produzir". 

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