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Uefs destaca na Câmara de vereadores a trajetória e desafios do curso de enfermagem que chega aos 50 anos

O tema foi destaque durante sessão na Câmara Municipal de Feira de Santana, nesta quarta-feira (27), onde representantes do colegiado apresentaram a trajetória e os desafios enfrentados .

Por: Redação
27/05/2026 às 10h30
Uefs destaca na Câmara de vereadores a trajetória e desafios do curso de enfermagem que chega aos 50 anos
Foto: Luiz Santos
O curso de Enfermagem da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) está celebrando 50 anos de atuação na formação de profissionais da saúde. O tema foi destaque durante sessão na Câmara Municipal de Feira de Santana, nesta quarta-feira (27), onde representantes do colegiado apresentaram a trajetória e os desafios enfrentados pela graduação ao longo das últimas décadas.
 
A coordenadora do colegiado, Asiane Cedraz Morais, ressaltou que o curso integra o grupo das quatro graduações da universidade que completam meio século de existência. Segundo ela, ao longo desse período, a instituição formou quase dois mil profissionais, muitos deles atuando em áreas estratégicas da saúde na Bahia.
 
“Existem quatro cursos que celebram 50 anos, e o curso de Enfermagem é um deles. A gente vem destacar a importância dessa formação, dessa trajetória, do curso de Enfermagem ao longo desses 50 anos. Formamos quase 2 mil profissionais e a gente observa o nível de empregabilidade, da atuação, do protagonismo desses egressos. São pessoas que hoje atuam nas pesquisas, em diferentes instituições de saúde, desde a atenção primária aos serviços de média e alta complexidade. Observamos o número de egressos nossos aprovados em concursos, residências, mestrados e doutorados. Isso mostra a excelência da formação que a gente faz na UEFS. Temos a entrada de 40 alunos por semestre, e algumas greves que atravessam a universidade pública. O número de egressos formados nesse período não é baixo porque temos duas entradas por ano”.
 
A coordenadora também chamou atenção para a baixa absorção desses profissionais pela rede municipal de saúde. Segundo ela, a precarização dos vínculos de trabalho e a ausência de concursos públicos tornam o serviço menos atrativo para profissionais qualificados.
 
“O primeiro destaque que eu preciso fazer é sobre o serviço municipal. A gente não tem concursos, não temos contratações que são do serviço municipal. Vivemos hoje uma precarização nos serviços de saúde do município, e isso não é atraente para profissionais que são qualificados, que buscam um vínculo de trabalho que seja interessante. Por exemplo, da nossa última turma, que se formou em fevereiro de 2026, dos 38, 12 foram aprovados em residências em diferentes lugares do Brasil, 12 foram contratados pela rede estadual, mas vemos pouca absorção no serviço municipal. Isso, de fato, é ruim não só para os egressos da UEFS, mas para profissionais de excelência que não têm uma atuação no nosso município, que poderiam estar fazendo esse protagonismo, mostrando o quanto a UEFS é uma instituição de excelência. A gente tem um currículo que vai se moldando ao longo dos 50 anos, e a gente precisa atender às necessidades da população”, diz.
 
A vice-coordenadora do colegiado, Juliana Leite, destacou as adaptações feitas no currículo durante a pandemia da Covid-19 e a necessidade de preparar os estudantes para diferentes cenários de atuação profissional. Ela também comentou sobre os desafios relacionados ao cumprimento do piso salarial da enfermagem.
 
“A gente teve uma pandemia recente, em que tivemos que mudar toda a concepção de um currículo para adaptar ao contexto da pandemia, considerando que os nossos professores tiveram uma ação importantíssima naquele contexto. A gente tem que preparar esse aluno para um desastre em massa, para atender desde a atenção primária à atenção de alta complexidade. Então é um currículo que se preocupa em formar um aluno para diferentes contextos. A gente incentiva que o aluno participe do movimento estudantil, porque a luta vai existir para qualquer classe. O piso ainda é uma luta porque, ainda que haja essa lei, de direito, muitos serviços precarizam. A gente ainda precisa garantir isso de fato, porque de direito ele já existe, mas ainda existe uma complementação que vem por fora, que é extra, mas isso não está no contrato formal desse trabalhador”.
 
A representante do colegiado ainda ressaltou a importância da UEFS na produção científica, nas atividades de extensão e na formação acadêmica em diversas áreas do conhecimento.
 
"Destaco a UEFS enquanto instituição de ensino superior pela sua ampla atuação na formação curricular acadêmica da graduação, na pesquisa e na extensão. Ela é uma instituição que se preocupa em servir os seus estudantes de diferentes cursos na atuação junto à comunidade. A gente tem diferentes cursos de extensão e muitas atividades de pesquisa, inclusive que são destaque nacional, assim como também a pós-graduação".
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