
O deputado federal e pré-candidato Rogério Correia (PT/MG), o Coordenador do Grupo Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho e advogado Reinaldo Santos de Almeida acionaram o Tribunal Superior Eleitoral para impedir que o filme “Dark Horse”, cinebiografia política de Jair Bolsonaro, seja usado como instrumento de propaganda eleitoral dissimulada nas eleições de 2026. A representação aponta risco de abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação e financiamento político irregular, diante da previsão de lançamento da obra às vésperas do período eleitoral.
A ação sustenta que reportagens do Intercept Brasil revelaram tratativas de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, para financiar a produção em valores milionários, além da possível participação de Eduardo Bolsonaro na gestão financeira do projeto. A peça também destaca contradições sobre quem efetivamente recebeu os recursos, levantando suspeitas de triangulação internacional, caixa 2, doação empresarial indireta e lavagem de dinheiro.
Os autores pedem ao TSE a proibição cautelar da exibição, distribuição, publicidade e impulsionamento do filme durante o período eleitoral de 2026, além da preservação de documentos, contratos, mensagens, relatórios financeiros e dados de plataformas digitais. A representação também requer a oitiva urgente do Ministério Público Eleitoral e o envio de informações à PGR, Polícia Federal, COAF, Banco Central e Receita Federal para apuração dos possíveis ilícitos conexos.