Quinta, 18 de Junho de 2026
19°C 29°C
Feira de Santana, BA
Publicidade

Internet precária dificulta acesso à informação e amplia desinformação

Internet precária dificulta acesso à informação e amplia desinformação

Por: Mayara Nayllanne
14/05/2026 às 06h32 Atualizada em 14/05/2026 às 09h32
Internet precária dificulta acesso à informação e amplia desinformação
© Bruno Peres/Agência Brasil

A falta de internet ou a conexão ruim ainda dificultam o acesso à informação no Brasil, aponta a pesquisa Dos territórios indígenas às periferias: retratos da desinformação e do consumo de notícias no Brasil, divulgada nesta quarta-feira (13).

O estudo ouviu cerca de 1,5 mil pessoas em Santarém (PA), Recife (PE) e São Paulo (SP). Um em cada quatro entrevistados citou problemas de conexão. Outros 17% disseram ter dificuldade para identificar notícias falsas, enquanto 16% relacionaram a falta de tempo à dificuldade de encontrar conteúdos confiáveis.

Segundo a pesquisa, rotinas exaustivas e múltiplas funções, especialmente entre mulheres, reduzem o tempo disponível para refletir sobre as informações recebidas.

O levantamento destaca que o jornalismo local tem mais confiança da população por conhecer a realidade dos territórios. “O desafio é sair de um jornalismo que só fala para um jornalismo que escuta e constrói junto”, afirma o estudo da Coalizão de Mídias Periféricas, Faveladas, Quilombolas e Indígenas.

Entre os entrevistados, a principal motivação para buscar notícias é entender o que acontece no próprio bairro (17%). Depois aparecem tomar decisões (14%), compartilhar informações (12%) e ter assuntos para conversar (11%).

WhatsApp e Instagram são os meios mais usados para acessar notícias. Em Santarém, porém, predominam WhatsApp, TV aberta e rádio, mostrando a força das mídias tradicionais onde o acesso digital é mais limitado.

A pesquisa também revelou que influenciadores digitais estão entre as fontes menos confiáveis, atrás de professores, lideranças comunitárias e veículos tradicionais.

Para combater a desinformação, o estudo recomenda ampliar conteúdos locais em áudio, vídeos curtos e formatos fáceis de compartilhar, especialmente para quem acessa a internet apenas pelo celular e com pacote de dados limitado.

A pesquisa foi realizada pela Coalizão de Mídias, em parceria com o Observatório Ibira30 e a Fundação Tide Setubal.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Lenium - Criar site de notícias