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“O que foi que errei para ser exonerado?”, questiona coronel Marchesini ao governador em cerimônia de passagem de comando

Bahia

01/04/2025 10h25 Atualizada há 2 dias
Por: Hely Beltrão Fonte: Conectado News
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Fonte: Portal Café com Notícias

A solenidade de transmissão de comando do Corpo de Bombeiros da Bahia, nesta segunda-feira (31), no Instituto Militar de Ensino Superior de Bombeiros (Imesb), em Simões Filho, foi marcada por um discurso constrangedor do ex-comandante, o coronel Adson Marchesini, dirigido diretamente ao governador Jerônimo Rodrigues (PT). Ao se despedir do posto, em atitude sem precedentes na história da corporação, Marchesini questionou Jerônimo sobre o motivo de sua exoneração, revelando que a decisão do petista de substituí-lo “doeu muito nele”. A atitude do militar levou os presentes à mais completa estupefação.

“Não vou mentir ao senhor, não. Fiquei muito triste. Não tenho aquele sentimento de raiva, mas é um sentimento de dor. Porque, o que foi que eu errei para ser exonerado do Corpo de Bombeiros? Saí para trabalhar de manhã, como sempre, e, quando deu 16h, me chamaram para me dizer que eu não era mais comandante dos Bombeiros. Isso me doeu muito. Isso, com todo carinho que tenho pelo senhor, me machucou muito. Eu não dormi aquela noite buscando uma resposta. Me doeu demais”, afirmou ao passar o comando dos Bombeiros ao coronel BM Aloísio Mascarenhas Fernandes, acrescentando que pela primeira vez viu ‘a filha chorar muito’.

 

O governador permaneceu firme diante do discurso de Marchesini, sem esboçar reação, limitando-se a encará-lo em meio à multidão de autoridades presentes à solenidade, entre as quais o secretário de Segurança Pública, Marcelo Werner e o chefe do MP baiano, procurador Pedro Maia, e atropa do Corpo de Bombeiros. Além de causar um constrangimento inédito na história do corporação e do governo baiano, Marchesini foi acusado, depois do evento, de fazer uma afronta ao seu chefe hierárquico, minimizada pelo tom de desabafo do discurso, em que se colocou como vítima de uma traição.

Ele perdeu a posição no bojo de uma elogiada mudança que o governador fez na cúpula das polícias estaduais de forma a adequá-la à gestão do secretário de Segurança Pública. Por este motivo, as declarações do ex-comandante foram também interpretadas como uma resposta de todos aqueles que foram repentinamente substituídos pelo governo, criticado nos bastidores por não ter se preocupado em realocar os ex-auxiliares em outras posições. A excessiva proximidade dos policiais com o vice-governador Geraldo Jr. (MDB) teria sido outro deflagrador das mudanças por Jerônimo.

O novo comando encontrou, por exemplo, cinco carros do Corpo de Bombeiros servindo ilegalmente a familiares do vice, atitude, segundo assessores, considerada uma traição por Jerônimo. Geraldo Jr., por sinal, assistiu à toda cena tentando fazer cara de paisagem.

 
 
 
 
 
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