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Saúde do sono: especialista destaca riscos e tratamentos da Apneia do Sono

A apneia do sono é caracterizada por interrupções repetidas na respiração durante o sono, resultando em despertares frequentes e sono não reparador.

25/03/2025 07h15
Por: Mayara Naylanne

Durante este mês de março, dedicado à conscientização sobre a importância da saúde do sono, muito tem se falado sobre a importância  de uma boa noite de sono para a qualidade de vida das pessoas. O cirurgião bucomaxilofacial Dr. Thiago Leite também aproveita para alertar acerca dos perigos da apneia do sono, um distúrbio que afeta milhões de brasileiros e que pode levar a sérias complicações de saúde.

A apneia do sono é caracterizada por interrupções repetidas na respiração durante o sono, resultando em despertares frequentes e sono não reparador. Essas pausas respiratórias podem durar de alguns segundos a minutos e ocorrer várias vezes por noite. “Muitos pacientes que chegam ao meu consultório relatam que não percebem que sofrem de apneia do sono. Mas sintomas como ronco alto, sonolência diurna excessiva, dificuldade de concentração e irritabilidade podem ser indicativos desse distúrbio”, explica Dr. Thiago Leite.

Embora a apneia do sono possa afetar pessoas de todas as idades, essa patologia é mais comum em indivíduos acima dos 40 anos e com sobrepeso. Outros fatores de risco incluem alterações anatômicas craniofaciais, como retrognatismo (pessoas que têm o queixo para traz), e condições como obesidade e hipertensão. “É importante a gente lembrar que a apneia do sono não tratada pode levar ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, depressão e também aumentar o risco de acidentes devido à sonolência diurna”, alerta Dr. Thiago Leite, acrescentado que não é raro muitas pessoas ficarem estressadas e irritadas facilmente devido ao cansado, às noites mal dormidas.

O tratamento varia conforme a gravidade do caso. Mudanças no estilo de vida, como perda de peso e evitar o consumo de álcool antes de dormir, podem ser eficazes em casos leves. Para casos moderados a graves, o uso de dispositivos de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) é frequentemente recomendado, mas não há a cura. “Em situações onde há alterações anatômicas significativas, a cirurgia ortognática é considerada a melhor opção, pois reposiciona os ossos da face, ampliando as vias aéreas e melhorando significativamente a qualidade do sono”, destaca Dr. Thiago Leite.

De acordo com dados recentes, a apneia do sono afeta aproximadamente 8% a 16% dos adultos no Brasil. No Nordeste, estima-se que cerca de 12% da população sofra desse distúrbio, com a Bahia apresentando números semelhantes. “É crucial que as pessoas estejam atentas aos sintomas e busquem avaliação médica, pois o diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais para prevenir complicações graves”, enfatiza Dr. Thiago Leite.

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