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Política Denúncia

Denúncia grave,servidores da Câmara de Feira acusam ex-presidente de fraude

Servidores aposentados não receberam valores registrados nos contracheques

24/02/2025 11h01 Atualizada há 1 mês
Por: Mayara Naylanne

Na manhã desta segunda-feira (25), o site Bahia na Política divulgou uma denúncia sobre possíveis irregularidades no pagamento de rescisões de servidores da Câmara Municipal. Segundo a publicação, durante a gestão da então presidente Eremita Mota (PP), foram pagas rescisões a servidores efetivos aposentados, mas os valores não teriam sido creditados em suas contas bancárias.

Os contracheques indicam os pagamentos, mas os servidores prejudicados precisaram solicitar documentos à Caixa Econômica Federal comprovando que os depósitos não ocorreram. A denúncia levantou suspeitas de que o mesmo possa ter ocorrido com exonerações de cargos comissionados, que também teriam direito a rescisão, incluindo 13º proporcional e férias. O caso está sendo investigado.

Em entrevista ao Conectado News, o atual presidente da Câmara, Marcos Lima (União Brasil), eleito em 1º de janeiro de 2025, herdou a responsabilidade de apurar o ocorrido e buscar uma solução para os servidores. Ele afirmou que, até o momento, não recebeu informações concretas sobre o caso e que aguarda um levantamento da comissão de transição.

“A informação de que foi pago através do contracheque, mas não houve depósito, eu não tenho. Se isso realmente aconteceu, é uma falha grave da gestão anterior. Os prejudicados devem buscar reparação na Justiça”, declarou Lima. Ele destacou que não pode realizar os pagamentos sem uma decisão formal, pois os valores constam como quitados nos registros oficiais. “O que podemos fazer é solicitar a documentação dos servidores, encaminhar à Procuradoria e verificar quais medidas podem ser tomadas.”

A equipe de transição da Câmara segue analisando a situação e deverá apresentar um relatório detalhado. Um especialista em finanças públicas consultado pelo jornal afirmou que o caso pode configurar improbidade administrativa e merece investigação criminal.

Nossa reportagem tentou contato com a ex-presidente Eremita Mota, mas, até o momento, não obteve resposta. Ligamos para ela, mas não fomos atendidos.

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