
O vereador Sílvio Dias (PT) denunciou suspeitas de assédio eleitoral contra trabalhadores terceirizados vinculados à administração municipal de Feira de Santana. Segundo o parlamentar, funcionários estariam sendo pressionados a participar de eventos políticos e a fornecer informações sobre seus locais de votação. Ele afirma que pretende encaminhar as denúncias ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para que os fatos sejam investigados.
De acordo com Sílvio Dias, os relatos têm chegado por meio de grupos de WhatsApp, redes sociais e ligações de trabalhadores que temem sofrer represálias caso sejam identificados. O vereador afirma que parte dos denunciantes tem receio de perder o emprego e, por isso, evita formalizar as queixas publicamente.
MPT esclarece direitos de trabalhadores diante de denúncias de assédio eleitoral em Feira
Durante manifestação sobre o assunto, o parlamentar relatou que funcionários teriam sido convocados para uma reunião sem informação prévia de que o encontro teria caráter político. Segundo ele, durante a reunião, os trabalhadores teriam sido pressionados a participar de um evento previsto para o dia seguinte e a buscar camisas para utilizar na ocasião.
“Eles ficam com medo, inclusive porque são obrigados a fornecer o número do título de eleitor e a informar a escola onde votam”, afirmou o vereador, ao relatar as denúncias recebidas.
Sílvio Dias também contestou a alegação de que seria possível identificar o voto de cada eleitor a partir de seus dados eleitorais. O parlamentar ressaltou que o voto é secreto e pediu que os trabalhadores não se sintam intimidados por eventuais ameaças ou pressões.

O vereador informou que está reunindo informações para formalizar as denúncias junto ao Ministério Público do Trabalho e ao Ministério Público Eleitoral. O objetivo, segundo ele, é permitir que os órgãos competentes apurem se houve constrangimento, pressão política ou outras possíveis irregularidades.
A denúncia ocorre em meio a outras medidas relacionadas à prevenção do assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Em Feira de Santana, o Ministério Público do Trabalho recomendou a duas empresas que adotassem medidas para impedir práticas de pressão política contra funcionários. O tema também foi discutido na Câmara Municipal no dia 21 de outubro. Até o momento, os relatos apresentados pelo vereador não representam, por si só, comprovação das irregularidades apontadas. A apuração dos fatos cabe às autoridades competentes.
Além das denúncias de possível assédio eleitoral, Sílvio Dias manifestou preocupação com o funcionamento do transporte público durante o segundo turno das eleições, marcado para domingo (25).
Segundo o parlamentar, no primeiro turno, realizado em 4 de outubro, houve relatos de insuficiência ou ausência de ônibus em algumas localidades, principalmente na zona rural. Ele afirmou que idosos e outros eleitores teriam enfrentado dificuldades para chegar aos locais de votação.
Diante da situação, o vereador disse que busca acionar a Defensoria Pública para cobrar providências e garantir o deslocamento dos eleitores tanto na sede quanto nos distritos de Feira de Santana.