Investigado por desvios de R$ 15 milhões no TRT dizia que fortuna vinha de aposta
O corregedor do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ), desembargador Alvaro Luiz Carvalho Moreira, revelou que um dos investigados por um esquema de desvio de aproximadamente R$ 15 milhões na Justiça do Trabalho alegava ganhos com apostas para justificar um patrimônio incompatível com o salário.
As declarações foram feitas durante sessão do Órgão Especial do tribunal, na quinta-feira (11), mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a Operação Apócrifo, que apura fraudes na expedição de alvarás judiciais na 2ª Vara do Trabalho de Nova Iguaçu.
Segundo as investigações, o então diretor de secretaria da Vara, Vidal Nobre de Azevedo, utilizava o token do juiz titular, Francisco Antônio de Abreu Magalhães, para emitir alvarás irregulares e desviar valores de processos trabalhistas para terceiros sem vínculo com as ações. O corregedor afirmou que era de conhecimento interno que o servidor mantinha um padrão de vida elevado, com viagens ao exterior, e atribuía os gastos a supostos lucros em apostas.
Azevedo confessou os desvios, declarou ser viciado em jogos e afirmou não ter mais o dinheiro. O juiz teve o afastamento mantido e responderá a processo administrativo disciplinar por possível negligência, já que a cessão de senhas era prática comum no tribunal.




