Feira de Santana Polícia

Saiba os nomes do advogado e empresário feirense presos em operação da Polícia Civil contra fraude e grilagem de terra

Ascom PC

Além deles, mais 5 foram presos e tiveram seus nomes divulgados

Por Luiz Santos e Hely Beltrão

Sete pessoas, entre elas um advogado famoso e um empresário, foram presas nesta quarta-feira (26), durante a Operação Sinete, realizada pelo DRACO (Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro), com apoio da Força Correcional Especial Integrada (FORCE), da Corregedoria da Polícia Militar da Bahia, da Corregedoria da Polícia Civil da Bahia e da Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça da Bahia. A investigação apontou um grupo suspeito de cometer fraudes documentais, grilagem de terras e lavagem de capitais em Feira de Santana e municípios vizinhos.

Tiveram a prisão temporária decretada pelo prazo de 5 dias para os investigados: Arnaldo Novais Melo, Geraldo Bispo Ferreira, Oyama de Figueredo, Luana Cajado Figueiredo, Livia Cajado de Figueiredo Cosmo, Pedro Henrique dos Reis Figueiredo, José Marlos Viana, Vanderlino Oliveira Evangelista. Os policiais militares Edson Trindade Oliveira, Moacir Lima dos Santos e Ricardo da Silva Vieira tiveram a prisão temporária indeferida, mas foram alvo de medida cautelar.

Foto: Polícia Civil

Segundo informações da Polícia Civil, além das prisões, a Justiça determinou 47 mandados de busca e apreensão. Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos 12 carros de luxo, duas motocicletas, dinheiro em espécie, joias e diversos documentos.

Doze carros de luxo foram apreendidos durante a ação — Foto: Polícia Civil

Até por volta das 9h50, uma pessoa era considerada foragida. A Justiça também determinou o sequestro judicial de valores e bens, com bloqueio autorizado de até R$ 6 milhões por CPF e R$ 60 milhões por CNPJ dos investigados.

De acordo com as investigações feitas pelo (Draco), as fraudes foram cometidas a partir de uma estrutura formada por servidores de cartórios de registro de imóveis, empresários, advogados, corretores de imóveis e agentes de segurança pública.

A polícia identificou um sistema de falsificação e manipulação de documentos públicos e judiciais, com uso indevido de procurações, certidões e decisões judiciais para apropriação clandestina de propriedades. Em alguns casos, houve emprego de coação, violência e porte irregular de arma de fogo.

Ainda segundo a polícia, a investigação avançou a partir de interceptações telefônicas autorizadas judicialmente, análises financeiras, diligências de campo e correições administrativas. Também foi determinado o afastamento cautelar de servidores públicos suspeitos de participação no esquema.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para delimitar responsabilidades, identificar possíveis novos envolvidos e localizar o oitavo investigado com mandado de prisão expedido.

Hely Beltrão

Hely Beltrão

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