Feira de Santana Polícia

“Câmeras estavam desligadas devido a uma queda de energia”, diz delegada em caso de estupro de criança em escola municipal de Feira

Reprodução Site Bahia na Política

Por Hely Beltrão

O caso noticiado em primeira mão pelo Conectado News, de um cuidador de uma escola municipal no Centro de Feira de Santana que foi preso em flagrante, na tarde da terça (10), acusado de estuprar uma menina de 7 anos de idade, segue tendo grande repercussão e revolta da sociedade.

A delegada Clécia Vasconcelos, titular da DAI (Delegacia do Adolescente Infrator) , relatou ao repórter Everton Júnior os detalhes de como tudo ocorreu quanto ao trabalho de investigação e ainda fez um alerta aos pais e responsáveis.

“No contexto que se apresentava não poderia ter sido adotada outra conduta, uma criança chega em casa e relata a mãe ardência para urinar, esta mãe observa a genitália da criança, vê pingos de sangue, liga para a Polícia Militar, que prontamente vai ao local, encontrando o cuidador e a criança chorando, apontando a pessoa que teria lhe colocado um lenço com algo no nariz dela, onde a criança teria perdido os sentidos, mas, olhou pelo espelho e reconheceu o agressor”. 

Materialidade para realização da prisão

“O que reforçou a autuação foi um relatório médico dessa criança feito no Hospital Estadual da Criança (HEC), apontando a ausência do hímen e uma escoriação na vulva, o que presume violência sexual, depois da autuação em flagrante delito, a materialidade estará sendo trazida através de exames de lesão corporal, conjunção carnal, perfil biológico, comparativo de DNA, porque foi encontrado material orgânico na calcinha da criança sugestivo de esperma, sangue e o autuado cedeu o material genético para comparação, ou seja, são perícias cujo resultado só corrobora para a verdade dos fatos, o objetivo inicial da Polícia Civil é a proteção integral dessa criança e que abusadores sejam encaminhados e dada a eles a reprimenda estatal merecida”.

Próximos passos

O suspeito passou na quarta (11) por uma audiência de custódia, onde o auto de prisão em flagrante foi convertido para preventiva.

A delegada finaliza fazendo um alerta aos pais e disse que a direção da escola onde aconteceu o fato informou que não tinha imagens do momento do crime porque as câmeras não estavam funcionando devido a uma queda de energia.

“Pedófilos não descansam, se tiverem uma chance, agem, a vigilância da família tem que ser permanente, as escolas têm que ter um aparato de forma a proteger tanto o profissional, que trabalha, como as crianças. Um sistema de videomonitoramento eficaz seria imprescindível neste caso, uma vez que a criança relata que foi abusada no banheiro, ou seja, qual é a dinâmica? A câmera filmou o momento em que o cuidador ou a criança se dirigiram ao banheiro? Se tivesse essas imagens, muita coisa já teria sido esclarecida, infelizmente, o argumento da direção da escola é que devido a uma queda de energia as câmeras não estavam funcionando no momento. Lembro também, que o grande número de estupro de crianças acontece dentro de casa e o abusador muitas vezes é um parente ou um amigo próximo da família, esses casos têm aumentado muito, agradeço a oportunidade de possibilitar esse alerta, os casos são públicos, todos conhecemos uma criança ou adolescente vítima desse tipo de caso, a sociedade tem sim que se indignar e as forças da Justiça, Polícia Civil, Ministério Público da Bahia (MPBA) e Polícia Militar está muito atenta a esse tipo de crime”. 

Hely Beltrão

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