Feira de Santana

Após 19 horas de julgamento, réu é condenado a 22 anos e 5 meses por feminicídio em Feira de Santana

Foto: Dart Clair Cerqueira Presidenta da UBM/FSA, Franklin Ribeiro e advogada Luciana Silva

Após 19 horas de julgamento no Fórum Felinto Bastos, em Feira de Santana, o réu Rafael Souza foi condenado a 22 anos e 5 meses de reclusão pelo feminicídio da estudante Sashira Camilly Cunha Silva, de 19 anos.

A sentença foi lida pela juíza Márcia Simões às 3h35 da madrugada. O Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade do acusado pelos crimes apresentados na denúncia.

Além da condenação, a Justiça negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, determinando a manutenção da prisão. Ele já se encontrava custodiado em uma unidade prisional de Vitória da Conquista, onde permanece para o cumprimento da pena.

Leia também: Exclusivo: acusado de feminicídio em Vitória da Conquista será julgado em Feira, saiba porque


Em entrevista ao programa Levante a Voz e ao site Conectado News, a advogada de acusação, doutora Luciana SIlva, avaliou o resultado do julgamento.

“ O resultado da decisão dos jurados foi o que nós esperávamos e trabalhamos para conseguir. Conforme havíamos conversado, defendemos a tese de feminicídio com três qualificadoras e a ocultação de cadáver, e foi a tese acolhida pelos jurados”, afirmou.

Sobre os próximos passos, a advogada explicou que o réu continuará preso na unidade onde já se encontra. “A acusação e a assistência de acusação ainda vão avaliar a pena aplicada pela juíza para decidir se haverá recurso e se há fundamento para isso”, destacou.

Ela também lembrou que o caso ainda envolve outros dois acusados, que serão julgados em Vitória da Conquista. “Há uma grande expectativa em relação aos próximos julgamentos. Esse crime tinha três acusados. Rafael foi julgado e condenado aqui em Feira de Santana, mas ainda haverá o júri dos outros dois”, pontuou.

Questionada sobre mudanças na legislação após o caso, a advogada ressaltou que, mesmo diante das alterações, a condenação foi alcançada. “Conseguimos a condenação, e foi uma decisão muito importante. Um crime como esse não poderia ficar impune. A defesa chegou a pedir a absolvição, mas essa tese não foi acolhida de forma correta e coerente pelos jurados.”

Ao final, ela destacou a importância da decisão como forma de conscientização. “Que essa condenação sirva de exemplo para que crimes como esse não voltem a acontecer. Que essa lição seja dada não só ao acusado que recebeu a pena, mas a todos os homens que pensem ou planejem cometer não apenas feminicídio, mas qualquer crime contra as mulheres.”

Mayara Nayllanne

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