Artigo Economia Feira de Santana

A abertura do comércio nos feriados compensa mesmo?

CDL Feira

Por Luiz Santos, radialista e jornalista

Praticamente em todos os feriados existe uma ampla discussão entre os sindicatos patronal e dos empregados no comércio de Feira de Santana se o comércio deve ou não abrir as portas nestes dias. Tem vezes que até parece um cabo de guerra, um puxa para um lado e o outro estica para o outro e no final todos saem perdendo.

O feriado comemorado nesta quinta-feira (20), Dia da Consciência Negra, ficou provado que acordo firmado entre o Sindicato dos Empregados no Comércio de Feira de Santana e o Sindicato Patronal para o funcionamento do comércio não foi bom pra nenhuma das partes. Como instituições financeiras, repartições públicas, clínicas e outros setores empresariais não funcionaram nesta quinta-feira em Feira de Santana, a maioria esmagadora do empresariado resolveu não abrir as portas do seus comércios.

A reportagem do Conectado News (CN) percorreu as principais ruas da cidade – a exemplo da Avenida Presidente Dutra, Conselheiro Franco, Marechal Deodoro, Getúlio Vargas, Senhor dos Passos, Avenida Sampaio e tantas outras – e encontrou os estabelecimentos fechados. Em onversa com alguns empresários estes entendem que não é compensatório abrir o comércio nestes dias, pois “as vendas são baixas e os custos para manter o comércio aberto são maiores que o lucro”.

Diante da não adesão dos próprios lojistas em abrir suas empresas, é possível entender que os sindicatos responsáveis devem dialogar muito mais e analisar, quiçá através de pesquisas qualitativas para saber se realmente compensa abrir, ou não, o comércio em feriados como este. Até porque ser empreendedor nesse país não é algo fácil, especialmente quando se tem que fechar o comércio dois ou três dias em um mês, como aconteceu agora em novembro, com prejuízos para vários seguimentos.

Abrir o comércio nesses feriados, segundo informações colhidas, representa “ônus e não bônus para algumas áreas”. Diante disso, é possível dizer que com diálogo pode-se ter uma negociação melhor e assim todos – patrões e empregados – saem lucrando, e não perdendo.

Hely Beltrão

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