João Roma critica segurança pública da Bahia em coletiva após Missa de Santa Bárbara
João Roma (PL) participou, nesta quinta-feira (4), da tradicional missa em homenagem a Santa Bárbara e, em seguida, concedeu uma coletiva à imprensa, onde abordou temas como a sua ligação com a cidade, a consolidação da aliança com ACM Neto e a situação crítica da segurança pública no estado.
Roma iniciou a coletiva destacando a importância da data e do local em sua vida: “É uma tradição na minha vida, né? Acho que é muito raro o 4 de dezembro que eu não esteja presente aqui na missa de Santa Bárbara.”
Ele enfatizou que, além da fé, o momento é de fortalecimento político, mencionando o apoio que recebe: “Aqui também eu tenho muitos amigos, tenho pessoas que me encorajam também na minha caminhada política, dentro da minha vocação de vida. É um momento de alegria poder estar participando desse 4 de dezembro aqui em Santa Bárbara, essa cidade que nós não só já temos tantas realizações, como cultivamos tantos amigos.”
Questionado sobre sua parceria com o pré-candidato a governador, ACM Neto, Roma confirmou que as forças estão unidas com um objetivo comum: encerrar o ciclo do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia. “Há mais de um ano que nós voltamos a conversar sobre o futuro da Bahia e do Brasil, partindo de um diagnóstico que é muito claro para todos. Esses quase 20 anos do PT não melhorou a vida do cidadão baiano,” declarou.
Ele acusou o PT de manipulação e falta de resultados, apesar das propagandas: “Um partido que faz bonitas propagandas no período eleitoral, mas que infelizmente não entrega o que promete. Então, nós precisamos, sim, juntar todas as forças possíveis para encerrar esse período do PT na Bahia.”
Roma defendeu uma gestão que promova a autonomia do cidadão: “O PT diz que defende o pobre, mas fica manipulando os pobres, colocando as pessoas com a mão estendida em busca de migalhas. Queremos um cidadão pleno, com liberdade. E o que o PT faz? Tem manipulado, oprimido essas pessoas e deixando cidadãos em situação de dependência aqui do Estado da Bahia.”
A segurança pública foi classificada por Roma como o “calcanhar de aquiles” da administração. Ele citou dados alarmantes: “A Bahia tem sido o estado que mais registra homicídios. Fora isso, crimes que não são sequer investigados. Realmente muito frustrante para cada um de nós.”
O político lamentou o que ele vê como um abandono do estado e uma atração para o crime organizado: “Não imaginava que a Bahia chegaria numa situação como essa, que uma Bahia ficasse à mercê dessa criminalidade, que o Estado não desse retorno… a gente vê uma Bahia cada vez mais sucumbindo ao crime organizado, sendo uma área convidativa para o crime organizado.”
Sobre seu futuro político na chapa de oposição, Roma afirmou que a prioridade é a união de ideais, e não a definição de cargos: “Ainda não discutimos posições na chapa. O que é fundamental é que a gente tenha a mesma visão sobre o futuro da Bahia e possa somar forças para fazer um novo tempo na Bahia.”
Ao final, ele classificou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro como “um grande absurdo, uma perseguição sem tamanho”, configurando, em sua visão, uma “tortura e uma perseguição dele na sua família.”




