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Vereador Silvio Dias destaca desafios de Feira de Santana, cobra fiscalização e aponta avanços no diálogo com a gestão municipal

O vereador Silvio Dias (PT) avaliou a situação atual de Feira de Santana, comentando temas como mobilidade, infraestrutura, direitos humanos e educação. Durante a entrevista, o parlamentar reforçou que os problemas do município ultrapassam seus limites territoriais e impactam diretamente diversas cidades do entorno.

“Qualquer iniciativa que melhore a vida da população de Feira melhora e impacta diretamente a população de vários municípios. Não há como falar de mobilidade urbana aqui sem falar da BR-324, que afeta Santa Bárbara, Amélia Rodrigues. Não há como falar de esgotamento sanitário sem falar de Antônio Cardoso, São Gonçalo.”

Silvio destacou que Feira de Santana cresceu sem planejamento e que a cidade ainda enfrenta problemas estruturais graves.

“É um município muito vulnerável, uma cidade que cresceu muito, inchou, mas sem planejamento. Hoje estamos correndo atrás para tentar corrigir problemas que ficaram. Uma cidade com mais de 600 mil habitantes que não tem um hospital municipal que atenda com eficiência quem sofre uma queda de moto, quem precisa fazer uma cirurgia.”

Segundo o vereador, seu mandato atua em duas frentes: ajudar a construir soluções e exercer a fiscalização.

“A nossa meta é dar condições para que a prefeitura possa trabalhar. Mas também temos a missão mais importante do vereador, que é fiscalizar. Isso temos feito cotidianamente.”

“Clima político melhorou”, afirma Silvio Dias

Comparando o atual mandato ao período anterior, Silvio afirma que existe hoje um ambiente mais favorável ao diálogo.

“Aprendi que, gostando ou não gostando, a gente tem que respeitar as pessoas. A atual gestão municipal eu respeito pela forma como tem transitado na política em Feira, dialogando com o governo do Estado. Esse modelo tem permitido que a gente faça uma oposição mais dialogada.”

Apesar disso, ele ressalta que problemas persistem:

“Nós não estamos ainda visualizando a resolução de muitos problemas. A Câmara tem feito seu papel e estamos aguardando ver o que vai acontecer. Mas há um ambiente melhor de diálogo.”

O vereador destacou ainda os investimentos que o governo estadual tem conseguido levar para Feira, enfatizando a atuação do governador Jerônimo Rodrigues.

“O governador sempre tentou fazer mais por nossa cidade. Com o diálogo atual, tem conseguido. Temos expectativa para a policlínica no Feira 6, a possibilidade de um hospital municipal com apoio do Estado, e o hospital oncológico, além de investimentos constantes na educação.”

Fiscalização revela problemas graves em centro de acolhimento

Mesmo com avanços no diálogo político, Silvio Dias reforça que continua fiscalizando diariamente a situação de serviços públicos na cidade. Ele relatou uma vistoria recente ao centro de acolhimento de pessoas em situação de rua, próximo ao Centro de Abastecimento.

“Encontramos uma situação completamente irregular: insalubridade, fios e gambiarras em vários cômodos, risco iminente de incêndio. Para você ter ideia, até fogão elétrico no meio de roupas nós vimos. Em caso de incêndio, aquelas pessoas correm risco de vida.”

O vereador destacou também que o prédio não oferece condições mínimas de segurança:

“Salas sem janelas, com grades, banheiros quebrados, crianças no local… É um prédio completamente inadequado.”

Ele informou que solicitou providências imediatas à gestão municipal.

Educação: avanços estaduais e preocupações no âmbito municipal

Ao avaliar a educação em Feira de Santana, Silvio Dias diferenciou os avanços estaduais das fragilidades da rede municipal.

“Vemos investimentos muito fortes do Estado: escolas construídas, como a da Matinha, que deve ser inaugurada brevemente, e a do distrito de Poaçu, com previsão de licitação ainda este ano.”

Já sobre a educação municipal, ele demonstrou preocupação:

“Vivemos um ano com dificuldades. Escolas com problemas de funcionamento, denúncias de falta de carteiras, problemas na merenda.”

Silvio mencionou também o concurso anunciado pela prefeitura para contratar mil profissionais para a educação, mas questionou o processo de contratação da empresa responsável.

“Ótima notícia pelo concurso, mas causa angústia saber que a contratação da empresa, por mais de R$ 6 milhões, está acontecendo por dispensa de licitação. Algo que poderia ter sido evitado. Como contratar por esse valor sem a devida publicidade?”

Para ele, ainda há muito a ser feito:

“As melhorias precisam chegar para quem mora no Alto do Rosário, na zona rural, nos bairros periféricos. É preciso garantir aula regular, sem faltar professor por falta de substituição. É o que esperamos para 2026.”

Mayara Nayllanne

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