Bahia

Supermercado de prefeito da região de Feira é interditado; saiba motivo

A decisão do prefeito de São Gonçalo dos Campos, Tarcísio Pedreira (União Brasil), de interditar a loja do Líder Supermercado que seria reinaugurada nesta sexta-feira (5), após reforma gerou um verdadeiro bafafá no município e acendeu um alerta sobre possíveis impactos econômicos locais.

O supermercado, que já funcionava anteriormente e apenas passou por reforma e pertence ao prefeito de Anguera, Mauro Vieira (PSD), estava pronto para retomar as atividades. No entanto, com a interdição, cerca de 80 funcionários permanecem em casa, recebendo salários, mas impossibilitados de retornar ao trabalho. A situação, além de gerar insegurança entre os trabalhadores, levanta questionamentos sobre os efeitos da medida no comércio e na movimentação financeira da cidade.

O que diz a interdição

A notificação oficial de interdição — “Auto de Interdição nº 001/2025” — informa que o estabelecimento, sob a razão social Central das Compras Alimentos e Variedades Ltda., foi fechado por estar “em reforma/obra e preparação para funcionamento sem licença municipal”. Também aponta pendências documentais: ausência de projeto arquitetônico, ART/RRT, memorial descritivo, acervo fotográfico e falta de regularização da obstrução de passeio público.

Procurado pela reportagem do Conectado News, o prefeito de Anguera, Mauro Vieira, confirmou o ocorrido, mas preferiu não comentar o caso. Informações preliminares apontam que a interdição teria sido realizada com apoio de agentes da Guarda Municipal e Vigilância Sanitária , mas os motivos oficiais ainda não foram divulgados pela gestão de São Gonçalo.

Além do impacto direto nos funcionários, o fechamento temporário afeta fornecedores, pequenos produtores e prestadores de serviços que dependem da atividade do supermercado para manter suas próprias operações.

Moradores e comerciantes da região demonstram indignação. Para muitos, a reinauguração do Líder Supermercado representaria uma retomada positiva do comércio local, especialmente em um período de recuperação econômica nacional. Ao invés disso, o impasse administrativo gerou dúvidas e tensões políticas.

Enquanto a prefeitura não esclarece oficialmente os motivos da interdição, cresce a pressão para que a situação seja regularizada e os funcionários possam retornar às suas funções, evitando danos maiores à economia de São Gonçalo dos Campos.

Mayara Nayllanne

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