Oposição aperta o cerco e Neto questiona endividamento da Bahia
O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), voltou a criticar o governador Jerônimo Rodrigues (PT) durante agenda em Santa Bárbara nesta quarta-feira (4). Ele afirmou que o Estado já contratou mais de 20 empréstimos, somando quase R$ 30 bilhões, sem apresentar obras compatíveis com o volume de recursos. “Esse dinheiro todo foi tomado e a gente não sabe onde está. Não tem marca, não tem obra, não tem símbolo desse governo”, disse.
Neto afirmou que, com esses recursos, seria possível construir duas pontes Salvador–Itaparica e reduzir a fila da regulação, apontando falta de clareza e de resultados na gestão estadual. Ele também comentou o desgaste entre PT e PSD. Segundo Neto, a disputa interna faz parte do estilo petista de conduzir alianças. “O PT quer tudo para ele. Se puder, coloca o PSD para fora”, afirmou. Apesar das especulações, ele negou conversas formais com o PSD sobre 2026.
O ex-prefeito acusou ainda o governador de “assediar” prefeitos do interior e não cumprir promessas. “É muita conversa, pouca entrega. Obra e serviço que é bom, nada”, disse. Segundo ele, prefeitos aliados estariam insatisfeitos com a falta de atendimento do governo.
Neto ampliou as críticas e disse que os mais pobres são os que mais sofrem após 20 anos de governos petistas. “Quem morre por homicídio é o pobre. Quem espera na fila da regulação é o pobre. Quem está na miséria é o pobre.” Ele reafirmou a aliança com João Roma (PL) e descartou integrar uma chapa nacional com Tarcísio de Freitas. “Não sou candidato a vice-presidente. Minha luta é pela Bahia.”
O pré-candidato afirmou ainda que chega a 2026 mais preparado. “O povo quis mudança em 2006 e pode querer novamente. Se quiser, não tem máquina que nos atropelhe.” Neto confirmou presença em Feira de Santana no dia 18 para inaugurar a nova sede do União Brasil e citou Zé Chico e Lulinha como nomes competitivos para o Legislativo municipal.
Foto: Edvaldo Peixoto




