Empresário acusado de desviar mais de 14 milhões é preso, veja imagens
Por Luiz Santos
O empresário Alex Alves Lima, proprietário do clube de tiro 1911, localizado na rua Cristóvão Barreto, bairro Serraria Brasil, foi alvo de operação da Polícia Civil e Ministério Público da Bahia (MPBA) na manhã desta terça (2). Segundo informações da Polícia, A “Operação Fogo Cruzado”, tem por finalidade o combate à sonegação fiscal, sendo o empresário suspeito de liderar um esquema que desviou mais de R$ 14 milhões em impostos estaduais.
Representando o empresário, o advogado Hércules Oliveira, disse ao Conectado News que a prisão foi ilegal, pois não seguiu os ritos normais.
“A prisão foi ilegal, tendo em vista que a busca e apreensão foi feita nos domicílios anteriores e a prisão, sem a exibição do mandado judicial, dando conhecimento apenas aqui na Avenida Maria Quitéria, uma situação onde há um representante do Ministério Público da Bahia (MPBA), foram cometidas tais ilegalidades, ou seja, a imprensa noticiou e o alvo da decisão judicial não tinha conhecimento sobre os fatos”.
Ao ser indagado sobre a acusação de sonegação do montante de R$ 14 milhões, o advogado disse que é preciso se aprofundar no processo para então dar mais detalhes.
“Apenas quando tivermos acesso à íntegra do processo para verificar, apenas conversamos com ele por 5 minutos, só depois teremos um período maior, para verificarmos as acusações que estão sendo feitas, somente após tudo isso teremos mais profundidade para falar sobre o tema”.
Ainda segundo Oliveira, as apreensões nada tem a ver com o comércio feito pelo seu cliente, que atua na área de armamentos.
“É uma prisão temporária, com um prazo de 5 dias, mas que serão tomadas algumas providências diante das ilegalidades cometidas. Foram apreendidos documentos, mas nada relativo ao comércio feito por ele, que é referente a armas, munições e fardamentos”.
“Questões fiscais estão sendo acompanhadas por outro advogado”
“Referente às questões fiscais, está sendo acompanhado por outro advogado, a minha atuação se restringe à esfera criminal, dentro do conjunto de todos os advogados, para verificar se houve realmente sonegação fiscal e o seu limite”.
Este é o terceiro empresário feirense preso em menos de 1 semana no município. Na quarta (26), oito investigados, entre eles o empresário Oyama Figueiredo, Arnaldo Novais Melo, Geraldo Bispo Ferreira, Luana Cajado Figueiredo, Livia Cajado de Figueiredo Cosmo, Pedro Henrique dos Reis Figueiredo, José Marlos Viana, Vanderlino Oliveira Evangelista, foram presos durante a Operação Sinete, realizada pelo DRACO (Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro), com apoio da Força Correcional Especial Integrada (FORCE), da Corregedoria da Polícia Militar da Bahia, da Corregedoria da Polícia Civil da Bahia e da Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça da Bahia. A investigação apontou um grupo suspeito de cometer fraudes documentais, grilagem de terras e lavagem de capitais em Feira de Santana e municípios vizinhos. Na segunda (1), todos tiveram a prisão prorrogada pela Justiça.
O médico Gabriel Almeida, que possui quase 750 mil seguidores nas redes sociais, foi alvo na quinta, 27, de uma operação da Polícia Federal (PF) por suspeita de integrar uma quadrilha responsável pela fabricação clandestina do Mounjaro.




