Ao cuspir para cima, cuidado para não cair na cara
Por Hely Beltrão
Já escrevi anteriormente diversos artigos tendo por base antigos ditados, que apesar do tempo continuam válidos. Após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, seus filhos começaram a ser cobrados por falas feitas anos antes, sobre prisão domiciliar, direitos humanos e presos que tem algum tipo de doença. Os ditados de hoje são: “cuidado ao cuspir para cima, para não cair na cara e “cuidado com o que deseja”.
Hoje a família Bolsonaro cobra de forma enérgica que o ex-presidente tenha garantido os direitos humanos. Mas, ninguém aqui esquece que eles sempre foram contra, quem não lembra da frase: “Direitos humanos, esterco da vagabundagem”.?
Em uma publicação no X (antigo Twitter), no ano de 2017, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), postou uma enquete perguntando se no caso de políticos presos que alegam problemas de saúde para sair da cadeia, se as pessoas eram a favor da construção de cemitérios ao lado da carceragem a fim de economizar o dinheiro do Estado com o transporte dos corpos. Qual seria a resposta do senador atualmente, após reiteradas postagens alegando que seu pai tem sérios problemas de saúde?

Antes do trânsito em julgado da sentença que condenou Jair Bolsonaro, houve uma defesa contumaz da manutenção da prisão domiciliar. Mas, o que será que eles realmente pensam a respeito? Em uma publicação também no X, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), no ano de 2018, disse que não dava para levar a sério um país onde existia esta modalidade de prisão. Será que ainda pensa assim?

Expor essas postagens, ao meu ver, é um dever social. Por que? Por que é uma forma de mostrar que de fato estes nunca foram a favor de punição a bandidos, mas de criar cenas, para chamar atenção de parte da opinião pública, que sofre por ser vítima da violência e da criminalidade. Mas agora que o pai está preso, a narrativa é: “meu pai está muito doente, não tem que ser assim, nada de cemitério ao lado da Polícia Federal, temos que manter a prisão domiciliar, por que agora entendemos que há casos em que ela se aplica”.
Mas, como eles mesmos diziam: deixem de mi mi mi”. “Não quer estar preso? Não comete crime, não mata, não rouba ta ok?”.
Na internet o print é eterno, então, tenha “muita cautela com o que deseja” e “cuidado ao cuspir para cima, para não cair na cara”.




