Ex candidata a vereadora do PSOL em Feira diz ter sido vítima de ilegalidades cometidas pelo partido
Por Hely Beltrão
O PSOL em Feira de Santana é alvo de uma ação na Justiça Eleitoral por fraude na cota de gênero, ou seja, quando se faz o registro de candidaturas femininas sem a intenção real de participar do pleito, apenas para cumprir a cota dos 30% da participação de mulheres estabelecida por lei.
Entre os casos citados na ação judicial, temos o relato da então candidata Jaqueline Riquelme, que foi tornada inelegível após a Justiça Eleitoral entender que houve fraude praticada, por conta da baixa votação, ausência de atos de campanha e também pelo fato dela pedir votos ao então vereador candidato à reeleição Jhonatas Monteiro (PSOL) nas redes sociais.

Após recorrer da decisão, tivemos acesso à peça redigida pelo advogado de Jaqueline, onde ela afirma que foram cometidas inúmeras ilegalidades pelo partido durante as eleições. Jaqueline disse que dos R$ 95.087,50 reais de fundo eleitoral destinados à sua campanha, apenas R$ 8.724,00 foram utilizados e o restante distribuídos de forma irregular sem sua aprovação para outras candidaturas masculinas. Sob a alegação de problemas nas demais contas, solicitaram a ela os dados de sua conta para recebimento de valores que foram destinados a outros candidatos, o que aconteceu segundo ela, com outras mulheres.
Jaqueline relata ainda que após o pleito, por conta da prestação irregular de contas feita pelo partido, foi surpreendida por uma dívida de R$ 40 mil reais, onde o partido se comprometeu a pagar em parcelas mensais em um prazo de até 5 anos, o que lhe é prejudicial, uma vez que ela é beneficiária do INSS (Previdência Social).
Aguardamos um posicionamento do partido sobre as alegações acima.




