Assembleia Legislativa vai discutir em Ilhéus o futuro da cadeia produtiva do cacau na Bahia
Audiência pública vai reunir produtores, parlamentares e lideranças do setor para debater desafios e oportunidades do cacau baiano
A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) vai realizar uma audiência pública itinerante em Ilhéus, no Sul do estado, para discutir o fortalecimento da cadeia produtiva do cacau, um dos pilares da economia baiana. A proposta foi aprovada nesta terça-feira (4) pela Comissão de Agricultura e Política Rural, durante reunião conduzida pelo presidente do colegiado, deputado Manuel Rocha (UB).
A iniciativa partiu do deputado Pedro Tavares (UB), que defende a ampliação do debate sobre o setor, reunindo produtores, sindicatos rurais, autoridades municipais e representantes do Ministério da Agricultura. O encontro deve acontecer no início de dezembro, em Ilhéus, coração da produção de cacau no estado.
Bahia é líder nacional na produção de cacau
Durante a reunião, o presidente da Comissão, Manuel Rocha, destacou a importância econômica e social do cacau para a Bahia. Ele lembrou que uma comitiva de parlamentares baianos esteve recentemente no Salão do Chocolate, em Paris, representando o estado em um dos maiores eventos internacionais do setor.
“Tivemos a oportunidade de mostrar o nome da Bahia, que é o maior produtor de cacau do Brasil, e destacar a qualidade do chocolate feito aqui. Nosso produto tem credibilidade no mercado internacional, e o nosso papel é defender o agronegócio e buscar soluções para os gargalos que ainda travam o crescimento do setor”, afirmou Rocha.
Debate vai tratar da importação de cacau africano e riscos à produção local
O deputado Pedro Tavares adiantou que, além das oportunidades do turismo ligado ao chocolate, a audiência vai discutir a revisão da Instrução Normativa nº 125 do Ministério da Agricultura, que permite a importação de amêndoas de cacau fermentadas da Costa do Marfim.
Segundo o parlamentar, a medida pode colocar em risco a produção local, já que o cacau importado tem qualidade inferior e pode trazer doenças que ameaçam as lavouras baianas, como a vassoura de bruxa, praga que no passado devastou cidades como Ilhéus, Itabuna, Camacan e Uruçuca.
“Precisamos proteger o cacau baiano, que gera emprego, renda e turismo. Não podemos permitir que a importação descontrolada traga prejuízos para os produtores do Sul da Bahia”, alertou Tavares.
Bahia ganha destaque internacional no Salão do Chocolate de Paris
Os deputados Paulo Câmara (PSDB), Luciano Araújo (SD) e Ricardo Rodrigues (PSD) também destacaram o sucesso da missão baiana na feira de Paris, onde a Bahia apresentou mais de 200 marcas de chocolates finos.
“Foi uma oportunidade de ouro para mostrar a força do cacau baiano no mercado mundial. Encerramos o ano com uma grande conquista e com a expectativa de avançar ainda mais com a audiência pública em Ilhéus”, disse Ricardo Rodrigues, vice-presidente da comissão.
Com a audiência, a Assembleia pretende aprofundar o debate sobre os rumos da cacauicultura, fortalecer o agronegócio baiano e estimular o crescimento econômico da região sul da Bahia, com foco na geração de emprego, turismo rural e exportação de produtos derivados do cacau.
Com informações da Ascom da ALBA.




