“Não somos invisíveis” diz presidente de entidade em sessão na Câmara sobre Fibromialgia
Por Onildo Rodrigues e Hely Beltrão
Aconteceu na tarde desta quarta (13), na Câmara Municipal de Vereadores de Feira de Santana, uma sessão solene para comemorar o Dia da Conscientização da Fibromialgia, proposta pelo vereador Pedro Américo (Cidadania).
A Fibromialgia é considerada uma síndrome que causa dor crônica no corpo, e pode ser acompanhada de outros sintomas, a exemplo de fadiga, distúrbios no sono, alterações na memória e no intestino, além de ansiedade e depressão. A condição leva os seus portadores a precisarem de atendimento multidisciplinar para que os sintomas sejam atenuados.
Ao Conectado News, Pedro Américo celebrou a data e disse que pessoas com Fibromialgia não são invisíveis e precisam ter seus direitos garantidos.

“Realizar um debate das pessoas com Fibromialgia em Feira de Santana, um dia de conscientização e de luta para garantia dos direitos de mulheres e pessoas com a doença, casa cheia, fico muito feliz em poder realizar este debate aqui, com a presença de médicos, advogados, psicólogos e outros profissionais falando sobre isso, por parte da Prefeitura estiveram presentes profissionais da Secretaria de Saúde, Desenvolvimento Social, Fundação Hospitalar (FHFS), é um dia que faz com que a nossa população possa entender que vamos lutar pelas pessoas com Fibromialgia, seja pela garantia do direito do acesso às consultas, exames, tratamentos, mobilidade e da vida plena, estas pessoas precisam sim ter seus direitos garantidos, pois a dor que elas sentem , o sofrimento pelo qual passam, que muitas vezes as impedem de trabalhar, não é invisível para nós, mas para outros, por isso que esse dia é tão importante, pois Fibromialgia é uma doença séria, considerada uma pessoa com deficiência, que a impede de ter uma vida comum, uma rotina que a maioria das pessoas tem com muita tranquilidade, precisamos tratá-las com respeito e garantir que seus direitos possam existir naturalmente”.
A presidente da AFEFIBRO (Associação Feirense de Pessoas com Fibromialgia) ressaltou os avanços obtidos, mas que precisam de fiscalização para que a lei seja cumprida.

“Quanto mais informação, melhor para a sociedade civil quebrar esse paradigma de que somos invisíveis, por que o nosso sofrimento é real, cada informação chegada é a confirmação de que estamos nesse espaço, existimos e que nosso sofrimento vai além, é limitante, incapacitante, não é como muitos pensam, uma fraqueza, preguiça e que inventamos estar com Fibromialgia, sendo que o percentual só aumenta nas mulheres”.
Avanços
“Tivemos um avanço na lei federal que nos reconhece como PCD (Pessoas com Deficiência), esse é um grande avanço, mas precisa ser cobrada, por que a lei mesmo estando em vigência, alguns direitos ainda nos são negados, a exemplo de perícias médicas”.




