Sindicato critica PM por divulgação de ações em presídios e cobra posicionamento da Seap na Bahia
O sindicato dos policiais penais da Bahia divulgou nota pública em que manifesta “veemente repúdio” à forma como a Polícia Militar da Bahia tem conduzido e divulgado operações realizadas dentro de unidades prisionais do estado. A entidade afirma que há distorção na comunicação institucional, com atribuição indevida de resultados operacionais à corporação militar.
Segundo o sindicato, a realização de revistas em celas, pátios e demais áreas internas dos presídios é competência exclusiva da Polícia Penal, formada por profissionais legalmente habilitados para esse tipo de atuação. Já a PM, conforme a nota, exerce papel complementar, garantindo segurança externa e apoio armado durante as operações.
A crítica central da entidade é que, de forma recorrente, divulgações oficiais têm apresentado os resultados das ações como se fossem executadas pela Polícia Militar. Para o sindicato, essa prática “não condiz com a realidade operacional” e configura uma espécie de usurpação indireta de função.
“A distorção desinforma a sociedade, invisibiliza o trabalho dos policiais penais e fragiliza institucionalmente suas atribuições legais”, destaca o documento.
A entidade também direciona críticas à Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia, apontando omissão diante da situação. Segundo o sindicato, a ausência de posicionamento da pasta contribui para o cenário de desvalorização da categoria.
Historicamente, reforça o texto, cada força de segurança atua dentro de competências bem definidas: a Polícia Penal no controle interno das unidades e execução das revistas, e a Polícia Militar no suporte externo. A inversão dessa narrativa, ainda que no campo da comunicação, é considerada “grave e inadmissível”.
Diante do caso, o sindicato apresentou uma série de reivindicações, entre elas o posicionamento imediato da Seap, a correção das informações divulgadas e o reconhecimento formal do trabalho da Polícia Penal. A entidade também cobra o fim de práticas que, segundo afirma, deturpam as atribuições da categoria.
Por fim, o sindicato ressalta que não aceitará “retrocessos” e promete manter mobilização diante de qualquer tentativa de desvalorização ou apropriação indevida de suas funções.



