Feira de Santana Saúde

População do bairro Rua Nova pede socorro à Prefeitura após infestação de escorpião

Escorpião amarelo – Curitiba, 11/03/2019 – Foto: Emanuel Marques da Silva/ Divisão de Zoonoses e Intoxicações da SESA

Por Onildo Rodrigues e Hely Beltrão

Moradores da Rua 18 do forte, no bairro Rua Nova em Feira de Santana, procuraram a produção do Programa Levante a Voz da Rádio Sociedade News FM, pedindo providências à Prefeitura com relação a uma infestação de escorpiões na localidade.

Ao Conectado News, a diretora do Departamento de Gestão da Rede Própria, da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Verena Pires Leal Liberal, detalhou as causas, ações por parte da gestão e como a população deve proceder.

Verena Pires Leal Liberal

“Este é um assunto importante para a saúde pública, afinal de contas o escorpião é um vetor de um acidente que pode ser grave, pois a picada de um escorpião além de trazer problemas à saúde, também pode levar ao óbito se não for tratada rapidamente. Temos observado que de fato os escorpiões aparecem em áreas onde possam ter um abrigo ou desabrigo, um abrigo onde há muito lixo, entulho, principalmente restos de materiais de construção, fonte de alimentos, pois o escorpião se alimenta de baratas, por isso ele escolhe esses locais favoráveis, além disso, ele tem um habitat próprio, e quando ele é retirado desse habitat pelas construções, pelo acesso a essas regiões como limpeza de terreno, eles começam a invadir as casas, estamos mexendo em uma condição ambiental desfavorável para o ecossistema que causa a infestação de escorpião nessas áreas, estamos sempre atentos, a nossa unidade de vigilância zoonótica assim que acionada, uma equipe técnica realiza a vistoria nas regiões para verificar os níveis de infestação, identificar o foco e principalmente, as áreas que têm maiores riscos, recolhemos alguns escorpiões para entender a espécie e o comportamento desse animal para que consigamos orientar de forma específica, paralelo a isso, fazemos um trabalho de conscientização com nossos agentes de combate às endemias, que estão dentro dos territórios fazendo essa parte de educação, de como se comportar quando em contato com esse animal”.

Como a população deve agir

“A primeira medida é acionar a unidade de vigilância zoonótica para que possa receber a orientação específica, não devemos utilizar inseticida inadequado porque isso pode aumentar o risco de acidente, ao desalojar os escorpiões, que ficam perdidos naquele fazendo com que vão para locais onde não consiga aplicar o veneno e não tenhamos o controle, porque eles acabam saindo do habitat e vão para outro, manter quintais e terrenos limpos, vedar frestas em paredes e ralos, costume que deve se tornar rotina dentro dos nossos lares, se for capturar esse animal, fazer com segurança, usando potes fechados, levar na unidade de vigilância zoonótica ou nos acione para fazer o recolhimento, em caso de picada procurar imediatamente o atendimento médico em unidade de média ou alta complexidade”. 

Ações da Prefeitura para a localidade

“Essa é uma atuação prioritária da unidade de vigilância zoonótica, com relação a essa atuação, ela já está ciente, tomou algumas medidas e também compartilhou com os demais setores que precisam estar envolvidos nessa ação, como o Centro de Endemias, através das ações dos agentes de combate a endemias, a própria SESP (Secretaria de Serviços Públicos), para que todos juntos consigam fazer uma intervenção eficaz trazendo tranquilidade a essa população”.

Canais de atendimento

“Temos um número específico aberto para a população que também atende através de WhatsApp, que é o (75) 9-9851- 8583, é um canal de comunicação para que em momentos como esse de aflição ou risco, possam acionar a nossa unidade de vigilância zoonótica”.

Hely Beltrão

Hely Beltrão

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