Feira de Santana

Salário mínimo ideal ainda está distante do real, aponta economista do DIEESE

Foto: Luiz Santos

Aconteceu na noite desta quinta-feira (16), no Hotel Ibis, em Feira de Santana, o seminário “Diálogos Produtivos”, em comemoração aos 30 anos do SINDSEFAZ (Sindicato dos Servidores da Fazenda do Estado da Bahia). Durante o evento, a economista Ana Georgina Dias, do DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos, destacou a distância entre o salário mínimo pago no Brasil e o valor necessário para garantir condições básicas de vida, como prevê a Constituição Federal.

Leia também: Evento do Sindsefaz em Feira debate importância do Sindicalismo no Cenário Econômico e Político

Segundo ela, o cálculo feito mensalmente pelo DIEESE serve para evidenciar essa defasagem. “A Constituição determina que o salário mínimo deve cobrir despesas essenciais como alimentação, moradia, saúde e educação. O que mostramos é o quanto estamos longe disso”, explicou.

A economista ressaltou que a elevação do salário mínimo ocorre de forma gradual devido ao impacto nas contas públicas e no mercado de trabalho, já que grande parte da população depende diretamente desse rendimento. Atualmente, mais de 70% dos brasileiros vivem com até dois salários mínimos.

Na Bahia, o cenário é ainda mais preocupante. O estado tem um dos piores rendimentos médios do país, ficando atrás apenas do Maranhão. Um dos principais fatores é a alta taxa de informalidade, que atinge mais da metade da população ocupada.

Ana Georgina também chamou atenção para o crescimento de formas precárias de trabalho, como a informalidade e a chamada “uberização”. Segundo ela, muitos trabalhadores veem essas alternativas como solução, mas acabam enfrentando jornadas longas e instabilidade financeira.

A economista ainda relacionou a baixa remuneração e as condições de trabalho à dificuldade de contratação em alguns setores. Para ela, não falta mão de obra, mas sim empregos com salários e condições adequadas.

“O problema não é escassez de trabalhadores, é a falta de empregos que ofereçam remuneração justa e jornadas dignas”, concluiu.

Com informações: Luiz Santos

Por: Mayara Nailanne

Mayara Nayllanne

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