Após incidente com cobra cascavel em Pedra do Cavalo, ambientalista pede que pescadores tomem cuidado ao frequentar o local
Por Luiz Santos e Hely Beltrão
Após a Votorantim, empresa que administra a barragem de Pedra do Cavalo abrir as comportas para controlar o nível das águas, alguns animais tiveram o seu habitat invadido pela água, a exemplo das cobras. Um homem de prenome Cláudio, residente na Rua O, do Conjunto Feira X, foi picado por uma cobra cascavel recentemente, necessitando de atendimento médico.

Ao Conectado News, o ambientalista João Dias, que integra a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMMAM) dá mais detalhes e pede a todos os que frequentarem as proximidades do lago usem botas a fim de evitar acidente com cobras.

“O lago subiu 5m sentido vertical, nas áreas planas mais de 30m, atingindo o ninho de cobras jararacas e cascavéis, pedimos aos pescadores que vão ao rio pescar, que usem sempre botas, porque está no período de acasalamento das cascavéis e tivemos um acidente muito sério com uma cobra dessa espécie na fazenda Santa Luzia, no distrito de Ipuaçu, onde um rapaz ficou 4 dias internado no HGCA (Hospital Geral Cleriston Andrade), foi liberado, depois passou mal e teve que retornar, continua sem poder trabalhar, a picada da cascavel do Brasil e do México são uma das piores do mundo, por isso bastante cuidado, pois mesmo depois de da picada a pessoa precisa de acompanhamento médico e verificação constante dos rins”.
Como aconteceu
“Um homem de prenome Cláudio, que reside na Rua O, Conjunto Feira X, foi pescar, estava de tênis e recebeu a picada por cima do tênis, as duas presas atingiram o pé logo após a picada, apresentou os sintomas de visão dupla, formigamento no pé e dores, aconselhamos que as pessoas não coloquem nada, não pilotar moto, carro não, montar cavalo e nem andar, o melhor a fazer é imobilizar e procurar uma unidade hospitalar mais rápido possível”.
“Pode ser fatal”
“Uma única picada, se a cascavel tiver mais de 1 metro pode ser fatal, dificilmente ela pica duas vezes, se fizesse, dificilmente a pessoa sobreviveria, então tem que ter muito cuidado nesse sentido. Chamo atenção também do HGCA, que recebe essas vítimas, onde essa pessoa foi atendida muito bem inicialmente mas, houve uma falha ao liberar, sem ter um médico na hora para dar alta, tanto é que depois a vítima se sentiu mal e ligou para mim, onde aconselhei a retornar para o hospital e receber o atendimento novamente”.




