Adolfo Menezes comenta articulações para escolha de vice de Jerônimo Rodrigues
O deputado estadual Adolfo Menezes (PSD), ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, voltou ao centro das articulações políticas no estado diante das movimentações para a composição de chapas majoritárias e rearranjos na base governista.
Nos bastidores, Menezes chegou a ser cogitado como possível vice do governador Jerônimo Rodrigues (PT). No entanto, novas conversas envolvendo lideranças políticas, entre elas Elmar Nascimento (União Brasil), ampliaram o cenário de indefinições e disputas internas.
Relembre: Prefeito de Jequié é confirmado como vice na chapa de ACM Neto para eleições
“Não sabia e nem fui convidado”, diz José Ronaldo sobre anúncio do vice de ACM Neto
Rui Costa rebate críticas de Zé Cocá: “ingratidão”
Quem chega primeiro bebe água limpa e cristalina
Por que ninguém quer ser vice de Jerônimo Rodrigues?
Um dos pontos de tensão envolve a sobreposição de bases eleitorais e rivalidades históricas. Na região de Campo Formoso, considerada estratégica, é reduto político ligado a Elmar Nascimento, adversário direto de Menezes. A possível inclusão de Elmar nas articulações levanta questionamentos sobre o espaço que seria destinado ao deputado do PSD
Diante desse contexto, cresce a possibilidade de Menezes ser indicado para uma vaga no Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia, movimento que poderia reorganizar o tabuleiro político e abrir espaço para novas candidaturas em seu grupo.
Em entrevista exclusiva ao jornalista Liz Santos, o deputado adotou cautela ao comentar o próprio futuro político. “Você sabe que política é tudo… no Brasil tudo pode acontecer. É muita especulação. Graças a Deus tenho confiança, mas meu projeto, acredito, seria para o TCM, até porque tenho a palavra de apoio dos deputados.”
Menezes indicou que uma definição deve ocorrer ainda no primeiro semestre. Caso seja confirmado no TCM, afirmou que seu grupo político seguirá ativo. “Se eu for para o TCM, tenho um patrimônio de votos e alguém será candidato, provavelmente minha esposa, Denise Menezes (PSD). Caso não vá, continuo como deputado, sem problema.”

A declaração reforça a estratégia de manutenção de capital político, independentemente do desfecho institucional. O cenário segue aberto e marcado por negociações intensas, alianças em construção e disputas regionais que devem influenciar diretamente as eleições na Bahia.




