Bahia Justiça

Médico baiano é condenado pela Justiça após arrancar pedaços de orelha de jovem à mordidas

Praia e Fórum do caso | Fotos: Divulgação / Google Maps

Fonte> Bahia Notícias

A 1ª Vara Criminal de Camaçari condenou um jovem médico a 2 anos e 3 meses de reclusão por agredir um jovem engenheiro civil. O crime ocorreu durante a festa “Farra de Verão”, em Guarajuba, zona turística de Camaçari, em janeiro de 2024. 

De acordo com a sentença, além da pena de prisão, foi determinou o pagamento de R$ 5 mil em indenização mínima por danos morais à vítima. De acordo com os autos, o crime aconteceu quando a vítima tentou intervir em uma briga para proteger o irmão. 

Em seu depoimento, a vítima do caso, um jovem engenheiro, descreveu a violência do ataque: “Na hora que eu fui em defesa do meu irmão, esses três rapazes começaram a me agredir também… e um deles, que é o jovem médico, me pegou pelas costas”.

A vítima relatou ter sido imobilizada e asfixiada antes da lesão principal pelo homem, na época estudante de medicina. “Me derrubou no chão, me aplicou um mata-leão, tentou me asfixiar… eu estava sem ar, só estava tentando salvar minha vida”. 

Sobre o momento da amputação, o engenheiro detalha: “Ele agarrou na minha orelha e não soltou, deu umas duas, três mordidas… minha orelha estava sangrando, estava praticamente solta”.

Um amigo da vítima e testemunha presencial reiterou em juízo ter identificado o agressor devido à proximidade no momento do fato: “Eu lembro sim desse rapaz, porque eu estava muito perto da situação… eu vi ele realmente comendo a orelha do meu amigo”.

Ele descreveu a cena como uma “barbárie”: “Foi uma cena assim, muito chocante, porque eu nunca tinha visto uma barbárie tão grande assim de uma pessoa quase engolir a orelha da outra.”

Segundo a testemunha, o nome do acusado surgiu ainda na enfermaria do evento: “As pessoas começaram a comentar. Aí surgiu o nome dele, falaram que era [o acusado] e que era um estudante de medicina”.

Durante o processo, o estudante negou participação no episódio, alegando que “estava na festa, mas não se envolveu em qualquer briga”. A irmã e a namorada do réu reforçaram o álibi em depoimentos, afirmando que o acompanhavam visualmente.

No entanto, o magistrado rejeitou as versões da defesa, destacando que imagens da festa mostravam o réu com “manchas semelhantes a sangue em sua camisa”, o que comprovou sua presença no confronto.

Para fixar a pena acima do mínimo legal, a justiça considerou as graves consequências psicológicas para o engenheiro, que desenvolveu quadros de ansiedade e depressão. A vítima afirmou em juízo.

A sentença também apontou falhas na organização da festa, citando a falta de suporte médico adequado e deficiências na segurança. O réu poderá recorrer da condenação em liberdade.

Hely Beltrão

Hely Beltrão

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