Bahia Polícia

Acusado de matar casal em Santo Antônio de Jesus é exonerado da Câmara Municipal

Foto: Reprodução / Arquivo

Fonte: Blog do Valente

George Álvaro dos Santos, apontado como principal suspeito de matar o casal Luiz Gabriel Sales Santos, de 28 anos, e Vanusa Ramos da Silva dos Santos, de 25, foi exonerado da Câmara Municipal de Santo Antônio de Jesus nesta terça-feira (24).

Ele ocupava o cargo de chefe de apoio às comissões. A exoneração foi publicada no Diário Oficial do Legislativo no mesmo dia. Segundo informações obtidas pelo Blog do Valente, George Álvaro era assessor indicado pelo vereador Danilo do Alto.

De acordo com as investigações, George é acusado de ter feito disparos contra o casal na noite de domingo (23), no bairro Mutum, em Santo Antônio de Jesus. O crime teria ocorrido após uma briga envolvendo dois casais. Durante a confusão, o suspeito teria sacado uma arma de fogo e atirado contra as vítimas, que morreram no local.

Uma familiar que preferiu não se identificar, disse a reportagem que se tratou de uma ação de legítima defesa, que matou para não morrer.

Segundo a mulher, a família do suspeito já vinha sofrendo ameaças constantes pelas vítimas e chegou a registrar diversos boletins de ocorrência. “A gente já estava sendo ameaçada. Fizemos vários boletins, pedimos socorro na delegacia e no Ministério Público, mas nada foi resolvido. Eles continuavam no bairro, ameaçando a gente”, declarou.

Ainda conforme o relato, no dia do ocorrido, uma irmã dela teria sido agredida pelo casal. “Minha irmã foi agredida com socos, tapas, está toda roxa, com dores no corpo. Eles já eram acostumados a fazer isso, entravam na casa das pessoas, batiam nas pessoas”, disse.

A familiar também acusa o homem morto, conhecido pelo apelido de “Beda”, de intimidar moradores da região. “Ele andava armado, ameaçava todo mundo. Já disse que ia ‘encher de bala’ meu sobrinho de 17 anos, que ia matar nossa família inteira, de criança a idoso, e que não dava nada pra ele”, relatou.

Segundo ela, há registros em vídeo das ameaças. “Tem vídeo deles passando na frente da nossa casa dizendo que iam pegar a gente fora do bairro, que iam deixar a gente na pista”, afirmou.

A mulher também alegou que a família vinha sendo pressionada a deixar o local. “A gente já estava com placa de venda nas casas, querendo sair do bairro. Estávamos com medo, sem sair de casa, esperando uma oportunidade para ir embora”, disse.

De acordo com a versão apresentada, no momento do crime, o suspeito teria reagido diante de uma situação de risco iminente. “Ele estava armado. Meu cunhado não tinha intenção de atirar, mas foi para se defender. Eles já chegaram com intenção de guerra”, declarou.

Ela ainda afirmou que, durante a confusão, a mulher morta teria tentado intervir. “Ela se jogou na frente dele. Também estava com um bloco na mão”, disse.

Após o crime, a familiar relata que houve represálias contra a família do suspeito. “Entraram na loja da minha irmã e tocaram fogo. Não sobrou nada. Também queriam invadir nossa casa e queimar nossos carros”, contou.

Segundo ela, toda a família precisou sair às pressas do bairro. “Estamos sofrendo represálias. Tivemos que sair com medo de morrer”, afirmou.

A denunciante também reforçou que outras pessoas da comunidade teriam passado por situações semelhantes. “Tem várias pessoas do bairro que sofreram com eles. Eles já botaram muita gente para correr”, disse.

Hely Beltrão

Hely Beltrão

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