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Salvador bate recorde mundial de reciclagem de alumínio no Carnaval e beneficia 900 catadores

Foto: Reginado Júnior

Por: Mayara Nailanne

Com informações: Reginaldo Junior

A cidade de Salvador entrou para o Guinness World Records ao reciclar 46 toneladas de latas de alumínio em apenas quatro dias de festa no Carnaval de Salvador 2026. A marca histórica foi alcançada graças à atuação de cooperativas e ao trabalho de cerca de 900 catadores autônomos beneficiados por um projeto de valorização social e ambiental.

Durante entrevista ao Conectado News, Cristiano Alves, presidente da CoopRede, apresentou um balanço das ações realizadas ao longo do evento. Segundo ele, além do recorde, o foco principal foi garantir dignidade, segurança e geração de renda para os trabalhadores da reciclagem.

“Conseguimos atender aproximadamente 900 catadores nas três centrais montadas para o Carnaval. Todos receberam kits completos de Equipamentos de Proteção Individual, com botas, calças, camisas, luvas, protetor auricular e capa de chuva. Isso é valorização e segurança para quem está na rua trabalhando”, afirmou.

As centrais funcionaram no Edifício Nau (Marquês de Leão), em frente à antiga Perini e na região de Cajazeiras. O projeto também ofereceu ações sociais, como corte de cabelo gratuito, com média de 25 a 30 atendimentos diários.

Além da estrutura física, a cooperativa garantiu pagamento considerado acima da média de mercado: R$ 8,00 pelo quilo da lata de alumínio, R$ 2,00 pelo quilo da garrafa PET e R$ 1,00 pelo quilo do plástico. Houve ainda bonificação por metas ambientais: a cada 15 quilos de plástico coletado, os trabalhadores receberam entre R$ 30 e R$ 50 adicionais.

O resultado expressivo superou marcas anteriores registradas em outros grandes eventos do país, consolidando Salvador como referência nacional em reciclagem durante festas populares.

De acordo com Cristiano, a conquista vai além do título internacional. “Não é só o prêmio. Estamos evitando que toneladas de resíduos sejam destinadas ao aterro sanitário. O meio ambiente ganha, os catadores ganham e a cidade também.”

A iniciativa também será mantida em outros eventos do calendário local, como São João, Festival da Virada e Festa de Iemanjá, ampliando a política de coleta seletiva e inclusão social na capital baiana.

Ao final da entrevista, o presidente da CoopRede deixou um recado à população: “Se encontrar um catador, entregue o material nas mãos dele. Enquanto muitos estão curtindo a festa, eles estão limpando a cidade.”

Mayara Nayllanne

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