Feira de Santana Polícia

Vídeo: produtos são furtados de galpão demolido, após ação da Prefeitura de Feira

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Por Luiz Santos e Hely Beltrão

A Prefeitura de Feira de Santana realizou a derrubada de imóveis construídos na rua Medeiros Neto, no bairro Sítio Matias, na madrugada da sexta (13). Em entrevista ao Programa Levante a Voz da Rádio Sociedade News FM, o secretário de Desenvolvimento Urbano, Braga Neto, afirmou que a área é de risco e proibida para ocupação por conta dos fios de alta tensão que passam pelo local e que os moradores foram sim notificados anteriormente, o que foi negado por todos aqueles que concederam entrevista ao Conectado News.

Este assunto ganhou grande repercussão e não para por aí. A Sra. Cristiane procurou o nosso programa para denunciar que equipamentos de sua empresa foram furtados do local após a ação de demolição. Câmeras de segurança mostram um veículo em atitude suspeita no local após a derrubada das construções.

“Assim que fiquei ciente da situação, puxei as imagens da câmera, e foi então que vi, pois ainda não tinha a dimensão do que tinha se perdido, porque muitas coisas ficaram embaixo dos escombros, tínhamos a esperança de estar lá, mas, assim que tiramos os escombros, não tinha absolutamente nada do nosso material de trabalho”.

Sobre o material de trabalho furtado

“Trabalhamos com o transporte e a reutilização de bombonas plásticas, para carregar produtos químicos, ou seja, somos transportadoras, trazemos essas bombonas cheias, depois recolhemos, trazíamos para o nosso galpão, onde era feita a lavagem para retornar a São Paulo, todo o nosso material, como Vap, lavadora profissional, motores, tudo foi furtado, era um material pequeno, fácil de carregar, não precisava de muito esforço”. 

Cristiane disse ainda que não pretende acusar ninguém sem provas e não pode afirmar, por conta da qualidade ruim das imagens que foram estes que aparecem no vídeo os que realizaram o furto, porém, entende que há uma relação, pois se a demolição não ocorresse ou tivesse sido avisada previamente, seus materiais não estariam no local.

“Se me perguntarem se eu tenho certeza de que eu os vi colocando os materiais no carro, sincera e honestamente não, porém, essa conta fica para eles, porque na madrugada, não vi, não acompanhei, isso aconteceu no meu estabelecimento entre às 23:30h à 00h, até por volta das 00:30h. Se não foram eles diretamente, há uma relação, porque estava aberto e exposto”.

Qualidade das Imagens

“A câmera infelizmente não tem uma qualidade boa, não  é possível ver algum emblema, conseguimos ver o modelo do veículo, o rapaz saindo do interior, entrar de ré, ficando por cerca de 40 segundos e saindo, é o que dá para ver nitidamente. Nesse momento, o imóvel já tinha sido demolido, o trator já não estava mais dentro do estabelecimento, e isso foi o que me chamou muita atenção, pois não é uma rua estreita, sabemos uma manobra para nós motoristas, a depender do local, não demora mais que 5 segundos, então algum motivo, algo interessante teve para entrar. Homens armados, coagindo os moradores, pois quando é uma ação legítima da Prefeitura, é pública e nós cidadãos temos o direito de saber o que está acontecendo, ninguém podia chegar perto, foi uma até de brutalidade, cidadãos sendo tratados como bandidos, por acaso não tínhamos o direito de saber o que estava acontecendo?”

Como foi adquirido o terreno

“Moro nessa área há muito tempo, mas até aquele momento não tinha interesse nesse local, não sabemos 100% quem é o dono de cada local, eu não tinha muito conhecimento, o meu marido foi procurado por uma pessoa que disse ter interesse de ir para outro bairro, não queria ficar na localidade por conta da segurança e tudo mais, nos ofereceu e compramos esse espaço, que ficou bastante tempo desocupado, somente quando começamos com essa nova modalidade do reuso das bombonas, pois já trabalhávamos com transporte há bastante tempo, é que começamos a construir. Não foi uma construção rápida, demorou, tempo para ser finalizada, ou seja, a Prefeitura teve tempo para fiscalizar”.

Foi notificada?

“Jamais, nunca recebi nenhuma notificação da Prefeitura, o lote já tem uns cinco anos de adquirido, um pouco menos de construção”.

Valor do Prejuízo

“O nosso prejuízo é de aproximadamente R$ 50 mil reais. Já prestamos Boletim de Ocorrência, constituímos advogados, tomamos todas as providências, somos trabalhadores, outras pessoas trabalham conosco direta e indiretamente e precisam disso, por isso, precisamos correr contra o tempo para diminuir esse prejuízo”.

Hely Beltrão

Hely Beltrão

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