Família tradicional de Feira de Santana recupera terreno após anos de luta judicial
Por Luiz Santos e Hely Beltrão
Após muitos anos de luta na Justiça, a Família Boaventura, uma das mais tradicionais de Feira de Santana, conseguiu recuperar um terreno hoje localizado no bairro Santa Mônica, que originalmente pertencia a Aguinaldo Soares Boaventura, prefeito de Feira de Santana de 1948 a 1951 pelo PSD.
Leia nosso artigo: Se investigar vai ter que exumar muita gente
A neta de Agnaldo, Tânia Boaventura, disse ao Conectado News, que a família vem lutando para tomar posse do terreno já a algum tempo, mas que tem enfrentado pessoas que tem muito poder e influência no município, mas, não citou nomes.
Mais: Corretora de imóveis suspeita de aplicar mais de R$ 2,5 milhões em golpes é presa no bairro Muchila
Cartorária de Feira de Santana é afastada pelo TJBA por suspeita de fraudes em registros de imóveis
Corretores reclamam de demora na emissão de documentos em cartório de Feira de Santana
“Esta área pertencia ao nosso avô, Agnaldo Soares Boaventura, um dos primeiros prefeitos de Feira de Santana. Estávamos disputando na Justiça há algum tempo, mas lutar contra alguém que tem dinheiro, poder e fama é complicado. Mas, descobrimos que ele tinha uma escritura com certidão da Lagoa Salgada, por isso, corrigimos no cartório e estamos tomando posse”.
Segundo Carlos Soares Boaventura, houve até a falsificação de uma escritura, fazendo com que o terreno tivesse duas, inclusive dando à família, a propriedade de um terreno na Lagoa Salgada, que segundo ele não servia de nada, pois não há como construir em área de preservação ambiental.
Mais: CRECI e Polícia Civil atuam em conjunto para coibir fraudes no setor imobiliário de Feira de Santana
Contadora feirense é presa por suspeita de participação em esquema de estelionato
“Depois de anos, estamos tomando posse do que é nosso, quiseram enganar, mas não conseguiram, temos a escritura desde o ano de 1946, Aguinaldo Soares Boaventura, um dos primeiros prefeito de Feira de Santana. Estamos derrubando os muros e tomando posse. O local possuía duas escrituras, eles montaram no cartório, nos tiraram daqui e nos colocaram na Lagoa Salgada. A área é avaliada em aproximadamente R$ 20 milhões de reais. São 48 herdeiros”.
Márcio Santiago, Tabelião Substituto do Cartório do 3º Ofício, esteve presente para documentar a derrubada dos muros.

“A função do cartório é justamente documentar os fatos, como a derrubada do muro, para garantir que nada além do que foi visto aqui seja aumentado ou omitido. Ficaremos aqui observando a chegada da máquina e a realização de todo o serviço de derrubada dos muros”.




